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Rhapsody in Scarlet é a nova aposta da Konami e mistura jazz, magia e criaturas na Nova York dos anos 1920

Nova IP da Konami aposta em combates com magia e Bestas em uma Nova York dos anos 1920 dominada pelo jazz.

Por Redfield | 03 set de 2026 às 23:13 | ⏱️ 14 min de leitura

A Konami surpreendeu durante o State of Play desta semana ao anunciar Rhapsody in Scarlet, uma propriedade intelectual completamente nova que mistura ação, magia, criaturas sobrenaturais e a atmosfera da Nova York dos anos 1920. O projeto coloca o jogador no controle de Ellie Meyers, uma jovem bruxa que chega à cidade sonhando em construir uma carreira como cantora de jazz, mas acaba envolvida em um conflito secreto capaz de colocar o equilíbrio do mundo em risco.

Diferentemente de boa parte dos projetos recentes da Konami, que recuperam franquias como Silent Hill, Metal Gear e Castlevania, Rhapsody in Scarlet nasce como uma nova IP, construída ao redor de uma ambientação bastante particular. A proposta mistura arranha-céus, carros antigos, bares clandestinos da Lei Seca e jazz com organizações de feiticeiros, Bestas mágicas e combates extremamente estilizados.

O jogo está confirmado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam. Por enquanto, a Konami ainda não revelou uma data ou mesmo uma janela de lançamento.

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Ellie Meyers queria apenas seguir carreira como cantora de jazz

A protagonista chega a Nova York com um objetivo aparentemente simples: tornar-se cantora profissional. Ellie é uma jovem bruxa apaixonada por jazz e descrita pela Konami como alguém que valoriza sua liberdade acima de praticamente qualquer coisa, recusando-se a ser limitada por regras ou figuras de autoridade.

Sua vida muda depois de um incidente inesperado. O que inicialmente deveria ser a realização de um sonho acaba colocando Ellie no meio de uma disputa que acontece escondida da população comum da cidade.

Por trás dos prédios iluminados e das ruas movimentadas existe uma comunidade de pessoas capazes de utilizar magia, e diferentes grupos estão envolvidos em um conflito que pode assumir proporções muito maiores.

É durante esses acontecimentos que Ellie encontra Ilya Jones, líder dos chamados Apanhadores — Seekers na versão em inglês — uma organização de elite formada por usuários de magia.

Ellie e Ilya possuem personalidades completamente opostas

A relação entre as duas personagens deverá ser um dos principais elementos da história.

Ellie é impulsiva, valoriza liberdade e prefere agir de maneira pouco convencional. Ilya, por outro lado, foi criada valorizando responsabilidade, disciplina e ordem.

A Konami explica que Ilya cresceu sob a tutela de seu pai, Harold, responsável pelo Bairro Sortilégico, uma região relacionada à comunidade mágica. Ela é apresentada como uma bruxa extremamente talentosa e uma líder que leva suas responsabilidades bastante a sério.

Como era de se esperar, as duas não se dão perfeitamente bem desde o primeiro encontro.

Ellie e Ilya entram em conflito repetidamente justamente por possuírem maneiras tão diferentes de enxergar o mundo. A convivência e as batalhas, entretanto, fazem com que gradualmente passem a compreender melhor uma à outra.

Essa evolução aparentemente será essencial para a narrativa.

Uma misteriosa organização mafiosa está no centro da trama

Depois de se encontrarem, Ellie e Ilya começam a investigar os planos de uma misteriosa organização mafiosa.

A Konami ainda não explicou quem lidera esse grupo ou exatamente aquilo que seus integrantes desejam, mas a investigação acaba levando as protagonistas cada vez mais fundo nos segredos escondidos de Nova York.

O que começa como um incidente aparentemente localizado gradualmente se transforma em algo muito maior.

Segundo a sinopse oficial, Ellie e Ilya acabarão envolvidas em uma batalha capaz de ameaçar o próprio equilíbrio do mundo.

Bestas, magia, amizade e destino são alguns dos conceitos utilizados pela Konami para definir a história.

Ainda faltam muitos detalhes, principalmente sobre os antagonistas e sobre aquilo que torna Ellie tão importante para esse conflito.

Sköll é a Besta que luta ao lado de Ellie

Ellie não depende somente de sua própria magia durante as batalhas.

A protagonista possui como companheiro uma Besta chamada Sköll, que participa diretamente dos confrontos e pode combinar suas capacidades com os poderes da personagem.

Essa relação entre feiticeiros e Bestas parece ser justamente a característica que define o combate de Rhapsody in Scarlet.

Em vez de funcionar apenas como uma criatura que acompanha Ellie automaticamente, Sköll participa das sequências de golpes.

O jogador poderá utilizar magia, ataques físicos e poderes da Besta dentro da mesma combinação.

Isso cria uma estrutura muito mais próxima de um character action game focado em combos do que de um RPG tradicional baseado apenas em atributos.

Jogador poderá construir seus próprios combos

O coprodutor Takanori Murayama explicou que a equipe queria fugir um pouco do padrão atual de jogos de ação concentrados principalmente em armas e combate corpo a corpo.

Rhapsody in Scarlet utilizará a magia justamente para aumentar o número de possibilidades disponíveis durante uma sequência.

O jogador poderá combinar:

  • ataques de curta distância;
  • golpes de longa distância;
  • magias que atingem vários inimigos;
  • habilidades das Bestas;
  • diferentes transições entre essas técnicas.

A ordem dessas habilidades poderá ser ajustada para criar combinações adequadas ao estilo de cada pessoa.

Isso significa que o jogo não pretende limitar Ellie a uma pequena sequência fixa de ataques.

A equipe quer que o jogador encontre suas próprias combinações e modifique a estratégia dependendo do tipo de inimigo enfrentado.

Jazz parece influenciar até a filosofia do combate

Existe uma ligação interessante entre essa liberdade e a própria ambientação.

Jazz é fortemente associado à improvisação, e Rhapsody in Scarlet parece levar parte dessa ideia para o sistema de combate.

O jogador possui diferentes ferramentas e pode combiná-las em sequências próprias, adaptando seu “ritmo” às circunstâncias da batalha.

A própria Konami utiliza a frase “A magia nunca perde o ritmo” na página oficial brasileira.

É uma identidade temática bastante incomum.

Em vez de utilizar jazz apenas como música de fundo, o jogo tenta fazer com que ritmo, improvisação e espetáculo façam parte da apresentação completa.

Nova York dos anos 1920 será muito mais do que um simples cenário

A equipe também dedicou bastante atenção à ambientação.

Segundo Murayama, desenvolvedores realizaram pesquisas presenciais e reuniram diversas referências históricas para tentar reproduzir a atmosfera da Nova York da década de 1920.

Arquitetura, roupas, automóveis e bares clandestinos estão entre os elementos pesquisados.

O período também foi marcado pela rápida popularização dos automóveis e do rádio, além de mudanças significativas no papel das mulheres dentro da sociedade norte-americana.

A Konami pretende aproveitar todos esses elementos para construir sua versão da cidade.

Isso não significa, entretanto, que Rhapsody in Scarlet esteja buscando realismo histórico absoluto.

Muito pelo contrário.

A cidade funciona como base para um universo no qual magia e criaturas sobrenaturais realmente existem.

A Lei Seca também fará parte do mundo

Entre os elementos históricos explicitamente citados pelo estúdio estão os famosos speakeasies, estabelecimentos clandestinos associados à época da Lei Seca.

Eles combinam perfeitamente com uma trama envolvendo uma organização mafiosa.

A década de 1920 foi um período extremamente rico para histórias sobre crime organizado nos Estados Unidos, e adicionar magia a esse contexto dá à Konami bastante espaço para criar algo diferente.

O primeiro material mostra uma cidade cheia de luzes, carros e estabelecimentos noturnos, contrastando diretamente com monstros e enormes efeitos mágicos aparecendo durante as batalhas.

Essa mistura provavelmente será uma das características mais reconhecíveis do projeto.

Existe até um Bairro Sortilégico

O universo também inclui uma área conhecida como Bairro Sortilégico, administrada por Harold, pai de Ilya.

A existência de uma região especificamente relacionada aos usuários de magia indica que essa sociedade sobrenatural possui uma organização muito maior do que aquilo que o primeiro trailer inicialmente sugere.

Ainda existem várias perguntas.

Não sabemos se pessoas comuns podem entrar no local, se a região é escondida através de magia ou até qual é a relação entre feiticeiros e autoridades convencionais.

A Konami ainda está guardando essas partes do universo para futuras apresentações.

O jogo terá uma trilha fortemente inspirada em jazz

Obviamente, não seria possível colocar uma aspirante a cantora na Nova York dos anos 1920 sem dar grande importância à música.

O tema de abertura chama-se Cool/Hot e reúne SOIL&"PIMP"SESSIONS com participação de Emi Meyer.

A Konami afirma que incorporou jazz inspirado nos sons da época para fazer com que música e ação trabalhem em conjunto.

Essa decisão pode ajudar bastante Rhapsody in Scarlet a se diferenciar de outros jogos de ação.

A ambientação possui identidade própria, os combates são extremamente coloridos e a trilha poderá adicionar uma camada de personalidade que dificilmente seria alcançada com uma composição orquestral convencional.

Ellie terá Cherami Leigh na dublagem em inglês

A Konami também revelou as primeiras integrantes do elenco.

Ellie Meyers será interpretada em inglês por Cherami Leigh e em japonês por Akari Kito. Ilya Jones contará com Hannah Grace em inglês e Saori Onishi em japonês.

O site oficial ainda mantém pelo menos mais um personagem importante escondido, exibindo sua posição como “Em breve”.

Isso indica que a dupla apresentada até agora representa apenas parte do elenco principal.

Não será exclusivo do PlayStation 5

Como Rhapsody in Scarlet foi revelado durante um State of Play, inicialmente poderia existir alguma dúvida sobre exclusividade.

A página oficial da Konami elimina essa questão.

O jogo está confirmado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC através do Steam.

Não existe atualmente indicação de versões para PlayStation 4 ou Xbox One.

Também não há uma versão de Nintendo Switch 2 anunciada neste momento.

A versão de PC já possui página no Steam e aparece com lançamento simplesmente marcado como “Por anunciar”.

Ainda não existe data de lançamento

Esse é provavelmente o maior detalhe que permanece sem resposta.

A Konami não anunciou ano, trimestre ou mês.

O site permite apenas adicionar Rhapsody in Scarlet à lista de desejos e afirma que novas informações serão apresentadas posteriormente.

Portanto, não devemos assumir que o jogo chegará necessariamente em 2027 apenas porque vários outros projetos apresentados no mesmo State of Play possuem essa janela.

Neste momento, Rhapsody in Scarlet não tem data oficial.

Também não sabemos qual será a estrutura da cidade

Outro mistério importante envolve a exploração.

Os trailers mostram diversos ambientes de Nova York, mas a Konami ainda não explicou se teremos um mundo aberto, grandes regiões conectadas ou uma campanha estruturada em fases.

Essa informação será especialmente importante porque o estúdio parece ter dedicado bastante esforço à recriação da cidade.

Se exploração possuir papel relevante, locais como clubes de jazz, bairros residenciais, ruas comerciais e áreas relacionadas à comunidade mágica podem oferecer uma variedade considerável.

Por enquanto, entretanto, qualquer afirmação sobre mundo aberto seria especulação.

Konami está criando novas franquias novamente

Rhapsody in Scarlet também chama atenção por aquilo que representa dentro da própria companhia.

A Konami passou os últimos anos trazendo de volta algumas de suas propriedades mais conhecidas.

Silent Hill recebeu novos projetos.

Metal Gear retornou.

Castlevania voltou a receber grandes lançamentos.

Mas a companhia agora também demonstra interesse em criar universos completamente inéditos.

Rev. NOiR, apresentado anteriormente, é um exemplo. Rhapsody in Scarlet é outro.

Isso coloca a Konami em uma posição bastante diferente daquela observada durante parte da década passada, quando seus grandes projetos tradicionais para consoles haviam diminuído consideravelmente.

O primeiro contato deixa uma identidade muito clara

Ainda sabemos pouco sobre progressão, duração, chefes e estrutura das fases, mas Rhapsody in Scarlet conseguiu algo importante já em sua primeira apresentação: é difícil confundi-lo com outro jogo.

Uma aspirante a cantora de jazz que também é bruxa.

Uma criatura chamada Sköll lutando ao seu lado.

Combos que misturam golpes, magia e Bestas.

Uma organização mafiosa sobrenatural.

A Nova York dos anos 1920.

Bares clandestinos.

Jazz acompanhando batalhas carregadas de efeitos.

A combinação parece estranha quando colocada em uma lista, mas os trailers mostram que esses elementos foram pensados para formar uma identidade única.

Rhapsody in Scarlet pode ser uma das novas IPs mais curiosas da Konami

Resta agora descobrir se o jogo conseguirá transformar essa ótima primeira impressão em uma experiência realmente profunda.

O sistema de combos precisará oferecer variedade suficiente para continuar interessante ao longo da campanha, enquanto Sköll e outras possíveis Bestas terão que representar mais do que ataques visualmente espetaculares.

A história também possui bastante espaço para crescer. O conflito entre liberdade e ordem representado por Ellie e Ilya, a organização mafiosa, o Bairro Sortilégico e a ameaça ao equilíbrio mundial são apenas algumas das ideias apresentadas até agora.

A ambientação é talvez seu maior trunfo.

Poucos jogos de ação utilizam a Nova York dos anos 1920 como cenário, e menos ainda tentam misturar esse período com jazz, magia e enormes criaturas sobrenaturais.

Se a Konami conseguir fazer todos esses elementos funcionarem juntos, Rhapsody in Scarlet pode acabar se tornando uma das novas franquias mais interessantes dessa nova fase da empresa.

Rhapsody in Scarlet está em desenvolvimento para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam. A data de lançamento ainda será anunciada.

PS5 XBOX SERIES STEAM
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Postado por Redfield
Redfield | SoulsGamer 🎮
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