Review Path of Exile 2 - Um ARPG colossal que está prestes a finalmente ficar completo
Path of Exile 2 já é um dos ARPGs mais ambiciosos da atualidade, com combate estratégico, chefes marcantes e liberdade gigantesca para criar builds. Ainda em acesso antecipado, o jogo se prepara para sua versão 1.0 em 11 de dezembro, quando finalmente terá campanha completa, Duelista, espadas e acesso gratuito.

Depois de quase dois anos em acesso antecipado, Path of Exile 2 finalmente está entrando em sua reta final. O ARPG da Grinding Gear Games passou por inúmeras mudanças, ganhou novas classes, teve seu endgame praticamente reconstruído e hoje apresenta uma experiência muito mais sólida do que aquela encontrada em dezembro de 2024.
E agora existe uma data para o fim dessa fase: 11 de dezembro de 2026. Nesse dia, Path of Exile 2 chegará à versão 1.0, deixará o Early Access e passará definitivamente para o modelo gratuito. A atualização também completará a campanha e trará uma das ausências mais curiosas de todo o desenvolvimento: espadas, acompanhadas pelo Duelista.
Path of Exile 2 chega à versão 1.0 em dezembro, acompanhado pelo Duelista e pelas aguardadas espadas.
Não é simplesmente Path of Exile com gráficos melhores
Visualmente, é fácil reconhecer a origem. Temos câmera isométrica, enormes quantidades de monstros, equipamentos espalhados pelo chão e uma interface carregada de sistemas.
Na prática, porém, Path of Exile 2 possui uma identidade própria.
A Grinding Gear Games reduziu bastante o ritmo do combate em comparação com o primeiro título. Posicionamento, esquiva e leitura dos ataques adversários ganharam muito mais importância, particularmente durante os confrontos contra chefes.
Não basta simplesmente permanecer parado utilizando a habilidade com o maior número possível na tela.
Você precisa se mover.
Identificar golpes.
Encontrar oportunidades para atacar.
E sair rapidamente quando perceber que aquele enorme círculo vermelho no chão provavelmente significa problemas.
O ritmo mais deliberado faz com que posicionamento e movimentação sejam muito mais importantes que no primeiro jogo.
Essa abordagem torna Path of Exile 2 um pouco mais próximo de um action RPG moderno, sem abandonar o enorme sistema de estatísticas, builds e loot que transformou seu antecessor em referência.
Os chefes são uma das maiores evoluções
É nos bosses que essa filosofia realmente funciona.
Muitos confrontos possuem ataques claramente indicados, múltiplas fases e mecânicas que precisam ser compreendidas antes que o jogador consiga simplesmente vencer utilizando força bruta.
A diferença é enorme quando comparada à filosofia tradicional de diversos ARPGs, nos quais um chefe frequentemente parece apenas um inimigo comum com milhões de pontos de vida.
Em Path of Exile 2, algumas batalhas parecem verdadeiros duelos.
Os chefes frequentemente obrigam o jogador a aprender padrões e encontrar oportunidades seguras para atacar.
Não chega a transformar Path of Exile em Dark Souls, apesar das comparações inevitáveis. Afinal, ainda estamos falando de um jogo no qual o objetivo final envolve montar uma máquina de destruição capaz de eliminar centenas de inimigos enquanto procura equipamentos cada vez mais absurdos.
Mas essa influência torna a campanha muito mais interessante.
Criar um personagem continua sendo quase um curso universitário
E então abrimos a árvore passiva.
Quem nunca jogou Path of Exile provavelmente terá uma reação parecida com:
“O que diabos é isso?”
Sim, isso é uma árvore de habilidades. E você está vendo apenas uma parte dela.
A escala parece absurda inicialmente, mas existe uma lógica por trás dela. Todas as classes utilizam a mesma enorme árvore, começando em regiões diferentes e seguindo caminhos que favorecem determinados atributos e estilos.
Isso significa que as classes funcionam muito mais como um ponto de partida do que como uma prisão.
Você pode seguir caminhos convencionais ou começar a experimentar combinações completamente improváveis.
E essa liberdade é uma das grandes razões para Path of Exile consumir centenas ou milhares de horas de alguns jogadores.
O lado negativo é óbvio: não é um RPG particularmente amigável para quem quer apenas apertar “subir nível” e receber automaticamente uma habilidade nova.
Path of Exile espera que você pense.
Às vezes, talvez até demais.
As classes possuem identidades diferentes, mas não limitam suas builds
A seleção de personagens imediatamente apresenta estilos bastante diferentes.
As classes determinam principalmente seu ponto inicial e especializações, mas Path of Exile 2 oferece enorme liberdade de construção.
Um personagem associado a determinada arma não significa necessariamente que ficará preso a ela durante toda a aventura.
E isso explica por que a chegada das espadas em dezembro é tão importante.
Em Path of Exile 2, tipos de armas disponibilizam habilidades que podem ser aproveitadas por diferentes builds. Portanto, introduzir espadas significa adicionar novas possibilidades não apenas para o Duelista, mas potencialmente para vários personagens.
É como adicionar uma nova caixa de ferramentas ao jogo inteiro.
O sistema de Skill Gems está muito melhor
Outra grande melhoria está na maneira como habilidades são administradas.
O primeiro Path of Exile associava fortemente gemas aos sockets presentes nos próprios equipamentos. Encontrar uma excelente armadura poderia se tornar frustrante quando suas conexões simplesmente não combinavam com aquilo que sua build precisava.
A sequência separa melhor esses sistemas.
As habilidades passam a possuir uma interface dedicada e as Support Gems modificam diretamente aquilo que cada Skill Gem consegue fazer.
O resultado continua complexo, mas é uma complexidade muito mais agradável.
Você passa mais tempo pensando em combinações interessantes e menos tempo tentando fazer determinada peça de equipamento aceitar a estrutura necessária para sua habilidade principal.
Loot continua sendo perigosamente viciante
A fórmula central continua funcionando exatamente como deveria.
Você mata alguma coisa.
Um item cai.
Olha os atributos.
Percebe que possui 4% a mais de alguma estatística que há dez minutos você sequer sabia que existia.
Equipe.
Encontre outro item.
Repita.
Por mais sistemas que Path of Exile 2 adicione, esse ciclo continua sendo o coração da experiência.
Existe sempre a impressão de que o próximo grupo de monstros pode esconder aquela peça que finalmente fará sua build funcionar.
E quando tudo começa a se encaixar, o resultado é maravilhoso.
Uma habilidade que parecia apenas competente começa a destruir grupos inteiros porque três sistemas diferentes finalmente passaram a trabalhar juntos.
É nesse momento que Path of Exile realmente vicia.
Return of the Ancients melhorou muito o endgame
Um dos maiores problemas durante boa parte do Early Access aparecia depois da campanha.
Path of Exile possui tradição de oferecer endgames gigantescos, mas a quantidade de sistemas podia fazer o jogador terminar a história e sentir que alguém simplesmente abriu uma porta para um enorme depósito e disse:
“Boa sorte.”
A atualização Return of the Ancients, lançada em maio de 2026, realizou uma reformulação importante dessa experiência. A Grinding Gear Games passou a utilizar objetivos, missões e progressões mais direcionadas para apresentar melhor as atividades do pós-jogo. Jonathan Rogers chegou a definir esse pacote como a última grande expansão antes da 1.0.
O Atlas representa apenas o começo da quantidade absurda de conteúdo disponível depois da campanha.
A liberdade continua presente, mas agora existe uma direção consideravelmente mais clara.
Isso faz enorme diferença para quem não acompanha dezenas de vídeos e guias externos.
O endgame continua gigantesco
Depois que você entende o Atlas, Path of Exile 2 começa a mostrar aquilo que provavelmente será responsável pela maior parte das centenas de horas investidas.
Mapas.
Bosses.
Loot.
Progressão.
Atividades especiais.
Builds alternativas.
Personagens novos.
E a eterna busca por equipamentos melhores.
Chegar ao endgame significa começar outra jornada completamente diferente baseada em mapas, loot e otimização.
Existe uma diferença importante entre “terminar Path of Exile 2” e realmente entrar no endgame.
Para muitos jogadores, a campanha é apenas preparação.
É depois dela que começa o verdadeiro jogo.
Visualmente, Wraeclast nunca esteve tão bem
O salto visual em relação ao primeiro título também é enorme.
Cavernas, templos, florestas, desertos e cidades decadentes possuem muito mais personalidade. Iluminação, partículas e animações dão peso aos ataques e ajudam a criar aquela atmosfera constante de um mundo que claramente já passou por dias melhores.
A violência também permanece bastante gráfica.
Corpos explodem.
Sangue cobre o chão.
Criaturas possuem designs grotescos.
Path of Exile 2 não tenta suavizar sua fantasia sombria.
E isso combina perfeitamente com Wraeclast.
Ainda é um jogo intimidador
Por mais que a sequência faça esforço para melhorar a apresentação, ninguém deveria entrar pensando que encontrou um Diablo extremamente simples.
Existem resistências, modificadores, tipos de dano, atributos, crafting, Skill Gems, Support Gems, Ascendancies, passivas, equipamentos únicos e sistemas de endgame.
E cada um desses tópicos pode facilmente render um guia separado.
Essa profundidade é maravilhosa quando você começa a entendê-la.
Antes disso, pode parecer que o jogo está constantemente apresentando três sistemas novos enquanto você ainda está tentando compreender os cinco anteriores.
Quem adora estudar builds vai se sentir em casa.
Quem odeia pesquisar qualquer coisa fora do jogo provavelmente encontrará momentos frustrantes.
O Early Access ainda significa mudanças
Também precisamos avaliar Path of Exile 2 pelo que ele é agora.
Ainda estamos em Early Access.
Isso significa alterações de balanceamento, habilidades modificadas e builds que podem mudar consideravelmente depois de uma atualização.
A Grinding Gear Games prepara inclusive o patch 0.5.5, uma mini-liga que deverá se concentrar justamente em ajustes de balanceamento antes do lançamento completo.
Quem gosta de acompanhar a evolução de um jogo provavelmente encontrará isso interessante.
Quem quer criar uma build e nunca mais ver seus números mudarem deveria esperar dezembro.
A versão 1.0 muda completamente a recomendação
Esse é provavelmente o maior ponto para alguém considerando começar Path of Exile 2 agora.
Atualmente, o acesso antecipado ainda exige um pacote pago.
Em 11 de dezembro, essa barreira desaparecerá.
A versão 1.0 será gratuita, assim como o primeiro Path of Exile. A campanha também receberá seus dois atos restantes, enquanto o Duelista e as espadas estarão entre as principais novidades confirmadas.
Isso significa que faltam poucos meses para receber:
campanha completa, novas opções de personagem, espadas, novos sistemas e acesso gratuito.
Para alguém completamente novo, esperar possui muito sentido.
E finalmente... espadas
É quase engraçado escrever isso sobre um RPG de fantasia em 2026.
Mas Path of Exile 2 finalmente terá espadas.
O trailer apresentado na Gamescom mostra o novo personagem utilizando diversos ataques associados ao tipo de arma, incluindo habilidades elementais. Segundo a PC Gamer, uma das técnicas cria uma formação de gelo antes de um golpe no centro da área.
A ausência da arma durante praticamente todo o Early Access acabou se tornando uma brincadeira recorrente entre os jogadores.
Em dezembro, essa história acaba.
E considerando a maneira como habilidades funcionam no jogo, as espadas provavelmente serão muito mais importantes do que uma simples nova categoria de loot.
Path of Exile 2 vale a pena hoje?
Sim. Mas existe uma enorme observação.
Se você adora ARPGs, gosta de criar builds e não se importa em acompanhar um jogo ainda em desenvolvimento, Path of Exile 2 já possui conteúdo suficiente para consumir uma quantidade assustadora de horas.
A versão da Steam continua em Early Access e atualmente mantém avaliações Muito Positivas entre jogadores brasileiros, com 88% de aprovação na amostra exibida pela loja.
Mas quem ainda não comprou e simplesmente quer experimentar provavelmente deveria olhar para 11 de dezembro.
Nesse dia será difícil encontrar desculpas.
O jogo estará gratuito.
A história estará completa.
As espadas estarão disponíveis.
E o Early Access finalmente ficará para trás.
Veredito
Path of Exile 2 consegue uma combinação extremamente difícil: modernizar um dos ARPGs mais complexos já produzidos sem transformar sua profundidade em algo superficial.
O combate está mais responsivo e estratégico, os chefes são excelentes, a personalização é gigantesca e o endgame está significativamente melhor depois de Return of the Ancients.
Existem problemas, especialmente para iniciantes. A quantidade de sistemas continua intimidando e o fato de ainda estarmos em Early Access significa que balanceamento e builds permanecem sujeitos a mudanças.
Mas o potencial é enorme.
Na verdade, chamar apenas de “potencial” começa a parecer injusto.
Path of Exile 2 já é um excelente ARPG.
O que falta agora é terminar.
E em 11 de dezembro de 2026, finalmente saberemos como fica a experiência completa.
Path of Exile 2 já combina combate estratégico, chefes excelentes, enorme liberdade de builds e um endgame muito mais organizado após Return of the Ancients. Ainda intimidador e incompleto, o ARPG da Grinding Gear Games está perto de alcançar sua forma definitiva: a versão 1.0 chega em 11 de dezembro, completa a campanha, adiciona o Duelista e as aguardadas espadas e torna o jogo gratuito.
Veredito Final
Prós
- + Combate mais estratégico e responsivo
- + Chefes excelentes
- + Liberdade enorme para criar builds
- + Sistema de habilidades profundo
- + Visual e ambientação de alto nível
- + Endgame muito mais organizado após Return of the Ancients
- + Grande rejogabilidade
- + Português do Brasil
Contras
- - Curva de aprendizado ainda é intimidadora
- - Builds exigem bastante estudo
- - Balanceamento continua mudando no Early Access
- - Algumas áreas são excessivamente longas
- - Campanha ainda não está completa
- - Jogadores novos podem preferir esperar a versão gratuita 1.0
LEIA TAMBÉM
💬 Fórum da Comunidade 0
Ninguém comentou ainda.