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“Xbox não está à venda”, afirma CEO Asha Sharma em meio à maior reestruturação da história da divisão

A CEO do Xbox, Asha Sharma, afirmou em entrevista ao The New York Times que o Xbox “não está à venda” e que a Microsoft pretende trabalhar em uma estratégia de longo prazo para recuperar o crescimento da divisão, após uma série de demissões, cancelamentos e mudanças na estrutura de seus estúdios.

Por Senpai Sesshomaru | 30 set de 2026 às 16:08 | ⏱️ 8 min de leitura

O futuro do Xbox voltou a ser assunto nesta quarta-feira, 30 de setembro, mas desta vez com uma declaração direta da própria liderança da divisão. Em uma nova entrevista ao The New York Times, Asha Sharma foi questionada sobre a possibilidade de a Microsoft vender ou separar seu negócio de jogos.

A resposta foi curta e bastante clara:

“Xbox não está à venda.”

Na sequência, Sharma explicou que a empresa pretende fazer o que for necessário para colocar a divisão em uma posição sustentável, incluindo mudanças no modelo operacional e possíveis parcerias. A executiva também afirmou que pretende trabalhar com a Microsoft pensando no longo prazo.

A declaração acontece justamente em um dos períodos de maior transformação da história recente do Xbox. Nos últimos meses, a Microsoft promoveu milhares de demissões, cancelou projetos, fechou ou reorganizou estúdios e transferiu algumas franquias e equipes para outras estruturas internas.

É esse cenário que alimentou as especulações sobre o futuro da divisão.

Asha Sharma nega que o Xbox esteja sendo preparado para uma venda

A declaração de Sharma veio em resposta direta às discussões sobre uma possível separação do Xbox da Microsoft.

Segundo reportagens anteriores, existiram discussões internas na Microsoft sobre diferentes maneiras de reorganizar o negócio de jogos, incluindo a possibilidade de transformá-lo em uma estrutura separada. Isso não significa necessariamente uma venda para outra empresa, mas a possibilidade de uma reorganização desse tipo ajudou a alimentar especulações sobre o futuro do Xbox.

Agora, Sharma afirma que essa não é a estratégia atualmente adotada pela Microsoft.

“Xbox não está à venda. Faremos o que for necessário para colocar a empresa em uma posição de sucesso e analisaremos as parcerias certas, o modelo operacional correto e tudo o que for necessário para alcançar isso”, disse a executiva ao The New York Times.

O jornal caracterizou a resposta como uma espécie de desvio da pergunta, mas a declaração sobre o status atual da divisão foi explícita: não existe uma venda do Xbox sendo apresentada como o plano da Microsoft neste momento.

Isso não significa, porém, que a divisão permanecerá exatamente como está.

Muito pelo contrário.

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Xbox passou por uma enorme reestruturação em 2026

A declaração acontece depois de uma sequência de mudanças bastante profundas dentro da Microsoft Gaming.

A empresa promoveu uma rodada de demissões que inicialmente atingiu cerca de 1.600 funcionários, enquanto uma segunda onda de cortes de aproximadamente 1.600 postos estava prevista para ocorrer até o fim do ano fiscal da Microsoft. Segundo informações divulgadas pela VGC, cerca de 75% dessa segunda etapa já havia sido concluída.

O processo foi acompanhado por uma reorganização significativa dos estúdios.

Uma das mudanças mais recentes envolve a franquia Halo, que passou a ficar sob a estrutura da Activision Blizzard. A alteração representa uma mudança importante para uma das propriedades intelectuais mais associadas historicamente ao Xbox.

Outras equipes também foram redistribuídas dentro da estrutura da Microsoft. Obsidian, por exemplo, passou a ficar sob a estrutura da Bethesda Game Studios, embora a liderança da Bethesda tenha afirmado que a identidade criativa do estúdio continuará preservada.

Essas mudanças fazem parte do que Sharma apresentou como um grande “reset” do negócio.

O objetivo, segundo a liderança, é simplificar a estrutura da divisão e concentrar recursos em franquias e projetos considerados importantes para o futuro do Xbox.

Microsoft diz que pretende voltar ao crescimento

A posição de Sharma também encontra respaldo em declarações recentes de Satya Nadella, CEO da Microsoft.

Nadella demonstrou apoio à reestruturação conduzida por Sharma e afirmou que o Xbox precisa encontrar um modelo de negócios sustentável que permita levar os jogos da empresa para um público cada vez maior.

Segundo o executivo, a Microsoft possui um portfólio significativo de estúdios e propriedades intelectuais e está trabalhando para transformar esses ativos em uma operação capaz de crescer novamente.

Essa visão está alinhada com uma das metas apresentadas pela nova liderança do Xbox: alcançar um público de 1 bilhão de pessoas dentro do ecossistema da marca.

A estratégia, entretanto, não necessariamente depende exclusivamente da venda de consoles.

O Xbox vem expandindo sua presença para diferentes plataformas e modelos de distribuição, enquanto a Microsoft procura novas maneiras de monetizar suas franquias e serviços.

Isso ajuda a explicar por que a estrutura atual do Xbox pode parecer bastante diferente daquela de alguns anos atrás.

O futuro do Xbox não depende apenas do console

A palavra “Xbox” atualmente representa muito mais do que o hardware vendido pela Microsoft.

A marca envolve consoles, PC, Game Pass, serviços em nuvem, publicação de jogos em diferentes plataformas e uma enorme quantidade de propriedades intelectuais adquiridas ao longo dos anos.

A compra da Activision Blizzard por aproximadamente US$ 69 bilhões em 2023 transformou ainda mais o tamanho da divisão, colocando franquias como Call of Duty, Warcraft, Diablo, Overwatch e Candy Crush sob o guarda-chuva da Microsoft.

Agora, a empresa está reorganizando justamente essa gigantesca estrutura.

Em vez de simplesmente continuar aumentando o número de estúdios, a Microsoft parece estar buscando uma operação mais enxuta e concentrada em grandes franquias. Reportagens recentes apontam para mudanças em equipes e estruturas internas, além da aceleração de projetos relacionados a propriedades como Fallout e Diablo.

Isso explica por que a declaração de Sharma sobre “fazer o que for necessário” acontece simultaneamente a tantos cortes.

A estratégia apresentada pela Microsoft é de reorganização, e não de abandono da divisão.

“Temos um longo caminho pela frente com a Microsoft”

Sharma também deixou claro que a transformação não será imediata.

“Temos um longo caminho pela frente com a Microsoft, e vamos adotar uma visão de longo prazo”, afirmou a CEO ao The New York Times.

A frase é particularmente relevante considerando a quantidade de mudanças realizadas em 2026.

A Microsoft está tentando alterar a estrutura do Xbox enquanto mantém grandes franquias em desenvolvimento e procura novas formas de alcançar jogadores. Algumas das decisões tomadas agora podem levar anos para produzir resultados.

O próprio exemplo de Halo mostra isso.

A reorganização da franquia e de sua equipe pode ser encarada como uma mudança de estratégia que só produzirá resultados mais adiante, enquanto outros projetos de grande escala também possuem ciclos de desenvolvimento longos.

Por isso, a promessa de uma visão de longo prazo significa que a Microsoft não está apresentando a atual reestruturação como uma mudança temporária.

Xbox continua dentro da Microsoft

Por enquanto, portanto, a mensagem oficial de Asha Sharma é bastante diferente das especulações que circularam nos últimos meses.

O Xbox não está à venda, segundo a própria CEO.

A Microsoft está reorganizando a divisão, reduzindo sua força de trabalho, transferindo equipes, alterando estruturas administrativas e concentrando recursos em determinadas franquias. Ao mesmo tempo, a liderança afirma que está procurando um modelo de negócios sustentável para fazer o Xbox voltar a crescer.

Isso não significa que todas as decisões futuras estejam definidas para sempre. Estratégias corporativas podem mudar conforme resultados financeiros, mercado e desempenho dos produtos, e a própria Sharma fala em avaliar diferentes parcerias e modelos operacionais.

Mas, considerando o posicionamento oficial divulgado agora, a prioridade atual da Microsoft é transformar e reorganizar o Xbox, e não colocá-lo à venda.

O próximo capítulo dessa estratégia deverá depender dos resultados dos próximos lançamentos, do desempenho de seus serviços e da capacidade da nova estrutura de transformar o enorme catálogo de franquias da Microsoft em um negócio sustentável no longo prazo.

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Postado por Senpai Sesshomaru
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