Stop Killing Games sofre revés: União Europeia rejeita criar lei para obrigar preservação de jogos
Mesmo após reunir mais de 1,3 milhão de assinaturas, campanha não conseguiu convencer a Comissão Europeia a criar uma legislação que obrigue publishers a manter jogos acessíveis após o fim do suporte.

A campanha Stop Killing Games, que ganhou força mundial ao defender a preservação de jogos digitais após o encerramento de seus servidores, sofreu um duro golpe nesta terça-feira (16). A Comissão Europeia anunciou que não pretende propor uma legislação que obrigue as empresas a manter seus jogos jogáveis após o fim do suporte oficial.
O movimento, registrado oficialmente como "Stop Destroying Videogames", havia ultrapassado a marca de 1,29 milhão de assinaturas verificadas, número suficiente para que a iniciativa fosse analisada pelas instituições europeias. Mesmo assim, a principal reivindicação acabou rejeitada.
Comissão Europeia rejeitou obrigação legal
Na resposta oficial, a Comissão afirmou que não pode impor uma obrigação legal para que publishers mantenham seus jogos funcionando após sua retirada do mercado.
Segundo o órgão, uma exigência desse tipo poderia gerar conflitos envolvendo direitos autorais, propriedade intelectual, custos de manutenção e até questões de segurança cibernética.
Em vez de lei, UE quer criar código voluntário
Embora tenha recusado criar uma nova legislação, a Comissão informou que pretende iniciar ainda este ano discussões com representantes da indústria e entidades de defesa do consumidor.
O objetivo é elaborar um código voluntário de boas práticas para lidar com o encerramento da vida útil dos jogos, incentivando mais transparência sobre desligamento de servidores e possíveis formas de preservação digital.
Campanha promete continuar lutando
Os responsáveis pelo Stop Killing Games afirmaram que a decisão já era esperada e garantiram que a iniciativa continuará pressionando parlamentares europeus para incluir medidas de preservação de jogos em futuras legislações voltadas ao mercado digital.
Segundo o movimento, a estratégia agora é buscar apoio diretamente no Parlamento Europeu, tentando inserir suas propostas em novos projetos relacionados aos direitos dos consumidores digitais.
Debate sobre preservação continua
A discussão ganhou força após casos como o encerramento dos servidores de diversos jogos online, que deixaram produtos comprados pelos consumidores completamente inacessíveis.
Apesar do revés na União Europeia, a campanha afirma que continuará buscando alternativas legais para impedir que jogos pagos desapareçam definitivamente quando seu suporte oficial chegar ao fim.
Fonte: https://www.dexerto.com/gaming/stop-killing-games-fails-to-secure-eu-law-despite-1-3m-signatures/
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