Jogadores ainda preferem mídia física: PS5 e PS4 responderam por metade das vendas de jogos em disco no Reino Unido em 2025
Mesmo com o crescimento do mercado digital, novos dados mostram que milhões de jogadores continuam valorizando a propriedade real dos jogos, colocando o PlayStation no centro do mercado de mídia física no Reino Unido.

A discussão sobre o futuro da mídia física ganhou novos argumentos nesta semana. Dados divulgados pela Entertainment Retailers Association (ERA) revelam que os jogos de PlayStation 5 e PlayStation 4 representaram cerca de metade de toda a receita obtida com jogos físicos no Reino Unido durante 2025.
Os números surgem em meio à forte repercussão da decisão da Sony de encerrar a fabricação de discos físicos para novos lançamentos a partir de 2028, mostrando que, apesar da crescente adoção do formato digital, ainda existe uma base expressiva de consumidores que prefere comprar seus jogos em mídia física.
Mercado físico continua movimentando centenas de milhões
Segundo a ERA, o mercado britânico de jogos físicos movimentou mais de £300 milhões em 2025, valor que demonstra que o formato ainda possui grande relevância comercial.
Desse total, aproximadamente metade veio de títulos lançados para PS5 e PS4, consolidando o ecossistema PlayStation como o principal responsável pelas vendas de jogos em disco no país.
Os dados contradizem a percepção de que a mídia física já teria perdido totalmente sua importância, principalmente entre jogadores que ainda valorizam coleções, revenda e preservação dos títulos.
"Propriedade real" continua sendo prioridade para milhões
A CEO da ERA, Kim Bayley, afirmou que milhões de consumidores continuam escolhendo a mídia física porque ela oferece algo que o formato digital não consegue substituir completamente: a sensação de possuir realmente o produto adquirido.
Entre as principais vantagens apontadas pela associação estão:
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possibilidade de emprestar jogos para amigos e familiares;
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revender títulos usados;
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montar coleções físicas;
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preservar jogos por muitos anos, independentemente de lojas digitais ou servidores.
Para a entidade, remover completamente os discos não representa evolução tecnológica, mas sim uma redução das opções disponíveis aos consumidores.
Jovens também continuam comprando jogos em disco
Outro dado que chamou atenção é o perfil do público.
Ao contrário da ideia de que apenas jogadores mais antigos ainda compram mídia física, a ERA afirma que 25% dos consumidores com menos de 25 anos ainda utilizam discos regularmente.
Isso demonstra que existe uma nova geração de jogadores que também enxerga valor na propriedade física dos jogos, seja pelo colecionismo, pela possibilidade de revenda ou simplesmente pela preferência em manter uma biblioteca que não dependa exclusivamente de serviços online.
Decisão da Sony continua gerando críticas
Os números chegam poucos dias depois de a Sony confirmar que pretende interromper a fabricação de discos físicos para novos jogos de PlayStation a partir de 2028.
A medida provocou forte reação de jogadores, varejistas e entidades do setor, que argumentam que a empresa está abandonando um mercado ainda lucrativo e reduzindo a liberdade de escolha dos consumidores.
Diversos especialistas também alertam para os impactos na preservação dos videogames. Sem versões físicas, títulos removidos das lojas digitais ou dependentes de servidores poderão se tornar inacessíveis no futuro, levantando preocupações sobre a conservação da história dos games.
O debate vai além do PlayStation
A discussão ultrapassa a decisão da Sony e toca em um tema cada vez mais presente na indústria: afinal, o jogador realmente é dono dos jogos que compra?
No formato digital, o consumidor normalmente adquire apenas uma licença de uso, sujeita aos termos definidos pela plataforma. Já na mídia física, mesmo com limitações impostas por atualizações e serviços online, ainda existe uma percepção muito maior de propriedade, além da possibilidade de emprestar, vender ou manter o jogo por tempo indeterminado.
Esse debate também impulsionou movimentos internacionais voltados à preservação dos videogames e aos direitos dos consumidores, como a campanha Stop Killing Games, que defende medidas para garantir que títulos permaneçam acessíveis mesmo após o encerramento do suporte oficial.
A mídia física ainda tem um papel importante
Embora o mercado digital continue crescendo ano após ano, os números do Reino Unido mostram que declarar o fim da mídia física pode ser precipitado.
Milhões de jogadores continuam investindo em discos por motivos que vão além da nostalgia: liberdade de uso, possibilidade de revenda, preservação, colecionismo e segurança de manter uma cópia que não depende exclusivamente de uma loja digital.
Com a aproximação do fim da fabricação de novos discos para PlayStation, a discussão sobre propriedade digital promete ganhar ainda mais força nos próximos anos — e os dados mais recentes indicam que uma parcela significativa da comunidade ainda não está pronta para abrir mão da mídia física.
Fonte: Push Square
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