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Diretor explica por que o novo filme de Resident Evil terá neve e smartphones

O reboot de Resident Evil trará mudanças importantes em relação aos jogos clássicos. Segundo o diretor Zach Cregger, a presença de neve e smartphones faz parte da proposta de modernizar a franquia sem perder sua essência de terror e sobrevivência.

Por Redfield | 24 jul de 2026 às 13:33 | ⏱️ 4 min de leitura

Desde que o primeiro trailer do novo Resident Evil foi divulgado, muitos fãs perceberam duas diferenças em relação aos jogos da Capcom: a presença de neve em Raccoon City e o uso de smartphones pelos personagens.

Em entrevista ao GameSpot, o diretor Zach Cregger explicou que essas escolhas foram totalmente intencionais. Segundo ele, a ideia nunca foi reproduzir exatamente os acontecimentos dos games, mas criar uma história inédita capaz de transmitir a mesma sensação de medo, isolamento e sobrevivência que consagrou a franquia.

Por que Raccoon City está coberta de neve?

Uma das primeiras perguntas feitas pelos fãs dizia respeito ao cenário.

Nos jogos clássicos, especialmente Resident Evil 1, Resident Evil 2 e Resident Evil 3, os acontecimentos ocorrem em períodos do ano sem neve.

Cregger explicou que a mudança tem um objetivo narrativo e visual.

Segundo o diretor, um ambiente congelado transmite uma sensação ainda maior de isolamento e vulnerabilidade, além de oferecer novas possibilidades para cenas de suspense.

A neve também cria um contraste interessante com o horror biológico, tornando os monstros ainda mais perturbadores enquanto se movimentam por ruas completamente silenciosas e cobertas de gelo.

Smartphones atualizam a história

Outra mudança importante é a presença de celulares modernos.

Enquanto os jogos clássicos utilizavam telefones fixos, rádios e computadores antigos, o novo filme será ambientado nos dias atuais.

Naturalmente, isso significa que os personagens utilizam smartphones durante a história.

No entanto, Cregger afirma que isso não elimina a tensão.

Segundo ele, um dos desafios foi justamente encontrar formas de impedir que a tecnologia resolva todos os problemas dos protagonistas.

Assim, mesmo vivendo em uma época moderna, os personagens continuarão enfrentando situações de isolamento, dificuldade de comunicação e sobrevivência, elementos fundamentais da franquia.

Não será uma adaptação direta dos jogos

O diretor voltou a reforçar que o filme não adapta um jogo específico.

Em vez disso, a produção utiliza elementos conhecidos do universo Resident Evil para contar uma história inédita.

Entre os elementos presentes estão:

  • Raccoon City;

  • Criaturas inspiradas nos jogos;

  • Organizações conhecidas da franquia;

  • Referências à Umbrella;

  • Atmosfera de terror e sobrevivência.

A proposta é criar uma experiência nova tanto para veteranos quanto para quem nunca jogou Resident Evil.

Horror continua sendo prioridade

Apesar das mudanças no cenário e na época em que a história se passa, Zach Cregger garante que o foco permanece no terror.

Segundo ele, a intenção é capturar a sensação de constante insegurança presente nos primeiros jogos da Capcom.

Corredores escuros, criaturas grotescas, tensão psicológica e violência continuarão sendo os pilares da produção.

Reboot aposta em identidade própria

Ao contrário das adaptações anteriores, que dividiam opiniões por se afastarem bastante dos jogos, o novo longa procura encontrar um equilíbrio entre fidelidade e originalidade.

Em vez de reproduzir exatamente a campanha de um Resident Evil específico, o filme pretende funcionar como uma nova história dentro do universo da franquia.

Segundo Cregger, isso oferece maior liberdade criativa sem deixar de respeitar os principais conceitos criados pela Capcom.

Estreia acontece em setembro

O novo Resident Evil chega aos cinemas em 18 de setembro de 2026.

Produzido pela Sony Pictures em parceria com a Constantin Film, o longa é um dos projetos mais aguardados pelos fãs da série e promete apresentar uma abordagem mais sombria e focada no terror do que as adaptações anteriores.

Embora a presença de neve e smartphones represente uma mudança em relação aos jogos clássicos, Zach Cregger acredita que essas escolhas ajudam a tornar a história mais crível para o público atual, sem abrir mão da atmosfera de medo e sobrevivência que transformou Resident Evil em uma das franquias mais importantes da história dos videogames.

Fonte: GameSpot

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Postado por Redfield
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