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College Football 27 gera polêmica ao adicionar microtransações em modos single-player

Jogadores e criadores de conteúdo criticam nova monetização em Dynasty e Road to Glory, enquanto fontes afirmam que a EA pretende expandir esse modelo para outras franquias.

Por Senpai Sesshomaru | 08 jul de 2026 às 18:59 | ⏱️ 6 min de leitura

A Electronic Arts (EA) está no centro de uma nova controvérsia após a chegada de College Football 27. Embora o jogo tenha sido elogiado pela qualidade das partidas em campo, a comunidade descobriu que a desenvolvedora adicionou microtransações aos principais modos single-player, decisão que não havia sido comunicada previamente aos jogadores nem aos criadores de conteúdo que participaram de um evento de apresentação do título.

Lançado em 2 de julho para os assinantes do pacote MVP+, o novo capítulo da franquia passou a permitir que jogadores gastem dinheiro real para acelerar a progressão nos modos Dynasty e Road to Glory, provocando uma onda de críticas nas redes sociais.

Progressão agora pode ser acelerada com dinheiro real

A principal novidade envolve a possibilidade de comprar melhorias para treinadores e atletas utilizando dinheiro real.

No modo Dynasty, por exemplo, jogadores podem adquirir níveis para seu treinador desde o início da campanha. Segundo relatos da comunidade, elevar o treinador ao nível máximo pode custar aproximadamente US$ 100, valor superior ao preço da edição padrão do jogo.

Embora microtransações já façam parte da indústria há muitos anos, muitos jogadores afirmam que o problema não está apenas na existência das compras opcionais, mas nas mudanças realizadas na progressão do jogo.

EA removeu opção gratuita de acelerar o progresso

Outro ponto que aumentou a insatisfação da comunidade foi a remoção de um recurso presente nas edições anteriores.

Em College Football 25 e College Football 26, os jogadores podiam ajustar configurações que aumentavam a quantidade de experiência (XP) recebida durante as partidas, permitindo uma progressão mais rápida sem a necessidade de investir dezenas de horas no jogo.

Segundo os relatos, essas opções foram completamente removidas em College Football 27, fazendo com que a maneira mais rápida de evoluir personagens e treinadores passe a ser justamente através das novas microtransações.

Para muitos fãs, a decisão transforma um recurso anteriormente gratuito em uma funcionalidade paga.

Criadores de conteúdo lideram campanha contra a EA

A reação negativa rapidamente ganhou força entre grandes criadores de conteúdo dedicados à franquia.

O influenciador Bordeaux, parceiro da EA em campanhas anteriores, publicou um vídeo criticando a decisão da empresa e lançou a hashtag #CFBPlayDontPay, que chegou aos assuntos mais comentados dos Estados Unidos.

Segundo Bordeaux, a desenvolvedora não mencionou a presença dessas microtransações durante o evento de demonstração realizado em Chicago, levando criadores de conteúdo a promoverem o jogo sem conhecimento dessa mudança.

Outros produtores de conteúdo também publicaram vídeos condenando a implementação e cobrando uma resposta oficial da EA.

Até o momento da publicação da reportagem original, a empresa ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o assunto, embora fontes afirmem que a equipe de desenvolvimento já esteja acompanhando a repercussão negativa. Um comunicado dos desenvolvedores era esperado para 9 de julho.

Monetização deve aumentar em toda a EA

Segundo informações obtidas pelo Insider Gaming junto a fontes ligadas à empresa, a inclusão dessas microtransações faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão da monetização em praticamente todas as franquias da EA.

Entre os projetos citados pelas fontes estão:

  • College Football 27, com novas opções de compras nos modos single-player;
  • UFC 6, que deverá receber expansões pagas pela primeira vez;
  • Madden 27, que também contará com novos sistemas de monetização;
  • EA Sports FC, cujo futuro modo The Grounds deverá incluir novas formas de receita.

As mesmas fontes afirmam que até futuros jogos exclusivamente single-player da empresa poderão receber mais elementos de monetização.

Venda bilionária da EA pode estar por trás da estratégia

A reportagem também relaciona essa mudança ao processo de venda da Electronic Arts.

No ano passado, foi anunciado um acordo de aproximadamente US$ 55 bilhões envolvendo um grupo de investidores formado pelo Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita, Affinity Partners e Silver Lake.

Segundo a publicação, a operação transformaria a EA em uma empresa de capital fechado e acrescentaria cerca de US$ 20 bilhões em novas dívidas, fator que estaria influenciando a busca por novas fontes de receita em diferentes franquias da companhia.

Desenvolvedores também estariam insatisfeitos

De acordo com fontes ouvidas pelo Insider Gaming sob condição de anonimato, parte da equipe responsável por College Football 27 também não aprovou a implementação das microtransações.

Os relatos indicam que alguns desenvolvedores ficaram "furiosos" com a decisão e já esperavam uma forte reação da comunidade.

Apesar disso, as mesmas fontes afirmam que a direção da empresa acredita que a polêmica diminuirá com o tempo e que o plano de ampliar a monetização dos jogos continuará.

Uma das fontes declarou que, mesmo diante das críticas, a expectativa é que novas cobranças sejam adicionadas gradualmente aos títulos da EA, sempre acompanhadas do argumento de que os jogadores "não são obrigados a gastar dinheiro" para aproveitar a experiência.

Até o fechamento da reportagem original, a Electronic Arts não havia respondido aos pedidos de comentário sobre o assunto.

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Postado por Senpai Sesshomaru
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