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The Expanse: Osiris Reborn pode ser um dos RPGs de ficção científica mais promissores de 2027

Após experimentar 90 minutos de The Expanse: Osiris Reborn, o Insider Gaming destacou o potencial do novo RPG da Owlcat Games, que combina investigação, narrativa cinematográfica e combates táticos em terceira pessoa.

Por Senpai Sesshomaru | 15 out de 2026 às 22:58 | ⏱️ 8 min de leitura

Com uma história que começa em uma base da Protogen em Ganimedes e evolui para uma fuga desesperada de uma criatura ligada à protomolécula, o jogo promete uma experiência que vai além das inevitáveis comparações com Mass Effect. O lançamento está previsto para o segundo trimestre de 2027.

Ambientado no universo de The Expanse, o próximo projeto da Owlcat Games pretende transportar os jogadores para um sistema solar marcado por conflitos políticos, tensões entre diferentes grupos humanos e ameaças que podem colocar toda a humanidade em risco.

A prévia publicada pelo Insider Gaming oferece uma visão mais detalhada de como esses elementos se traduzem na prática. Durante uma sessão de aproximadamente uma hora e meia, o jornalista experimentou uma missão que começa como uma operação de infiltração e investigação, mas rapidamente se transforma em uma luta pela sobrevivência.

O resultado chamou a atenção principalmente pela escrita, pela atmosfera de suspense e pela liberdade oferecida durante os confrontos. Embora ainda existam aspectos que precisam de ajustes, a impressão inicial foi bastante positiva.

Uma investigação que rapidamente vira um pesadelo

A missão experimentada na prévia acontece em Ganimedes, uma das luas de Júpiter. O protagonista se reúne com seu irmão ou irmã gêmea, J, para se infiltrar em uma instalação da Protogen disfarçado de agente da organização. O objetivo inicial é investigar um programa secreto e descobrir o que está acontecendo dentro da base.

A construção da missão foi um dos pontos mais elogiados. Os diálogos parecem naturais, e até as conversas ouvidas incidentalmente pelos corredores contribuem para dar vida ao ambiente. Em vez de funcionarem apenas como ruído de fundo, essas interações ajudam a apresentar as motivações e as frustrações dos personagens.

Um dos exemplos mencionados na prévia envolve agentes que justificam suas ações dizendo que estavam apenas cumprindo ordens superiores. A situação abre espaço para conversar com eles e até tentar convencê-los a buscar uma transferência para longe da instalação.

A investigação, porém, não segue tranquilamente até o fim. A base acaba sendo atacada, e um experimento envolvendo um híbrido humano e a protomolécula escapa do controle. A partir daí, o objetivo deixa de ser apenas descobrir os segredos da Protogen: é preciso escapar de uma criatura que parece praticamente imparável.

Essa mudança de ritmo foi descrita como um dos momentos mais marcantes da sessão. O suspense passa a dominar a missão, criando uma sensação de vulnerabilidade que contrasta com a investigação inicial.

Combate tático permite diferentes abordagens

Se a narrativa foi um dos destaques da demonstração, o sistema de combate também deixou uma impressão positiva. O tiroteio em terceira pessoa exige movimentação constante, posicionamento inteligente e atenção ao comportamento dos inimigos. Ficar parado atrás de uma cobertura e disparar sem pensar não parece ser uma estratégia suficiente para todos os encontros.

O jogador pode controlar o companheiro e emitir comandos de acordo com a situação, o que acrescenta uma camada estratégica aos confrontos. Em vez de simplesmente acompanhar o protagonista, J participa ativamente das batalhas e pode ajudar a controlar as ameaças enquanto o jogador busca uma posição mais vantajosa.

Outro recurso interessante envolve os equipamentos e o cenário. Durante a prévia, foi possível utilizar um drone para distrair os adversários e atacá-los, além de aproveitar elementos ambientais para causar dano. Em determinado momento, por exemplo, o jogador pode derrubar parte de um teto sobre os inimigos que estão abaixo.

Essas possibilidades incentivam a experimentação. Em vez de apresentar apenas uma solução para cada combate, The Expanse: Osiris Reborn parece estimular o jogador a observar o ambiente, testar alternativas e pensar no melhor modo de superar cada obstáculo.

Criar o protagonista também significa criar seu gêmeo

A personalização do personagem é outro elemento importante da experiência. No início da aventura, os jogadores poderão definir a aparência e a origem do protagonista, escolhendo entre Terráqueos, Marcianos e habitantes do Cinturão de Asteroides. Essas origens fazem parte do universo de The Expanse e ajudam a contextualizar as diferenças sociais e políticas entre os grupos humanos.

O personagem também tem um irmão ou irmã gêmea, J, que participa diretamente da história. A aparência do gêmeo é definida durante a criação do protagonista, tornando essa relação parte da experiência desde o começo.

O sistema de companheiros promete ir além do apoio durante os tiroteios. Eles possuem personalidades, opiniões e histórias próprias, e as relações desenvolvidas ao longo da aventura devem contribuir para a narrativa. A proposta é fazer com que a equipe pareça um grupo de pessoas com interesses e conflitos individuais, em vez de apenas um conjunto de personagens que acompanham o jogador.

A Owlcat também já apresentou sistemas de progressão e equipamentos que permitem adaptar o estilo de combate. Armas, dispositivos e habilidades oferecem diferentes possibilidades táticas, sem obrigar o jogador a seguir uma classe rígida para definir como enfrentará os inimigos.

Ainda há pontos que precisam de refinamento

Apesar do entusiasmo com a demonstração, a prévia identificou alguns problemas que precisam ser resolvidos antes do lançamento. O principal deles envolve a movimentação: em certos momentos, o personagem pareceu escorregadio, e navegar pelas coberturas nem sempre foi tão preciso quanto deveria.

Segundo o relato, esses problemas não apareceram o tempo todo, e a equipe informou que está trabalhando para corrigi-los. Ainda assim, são aspectos importantes em um jogo que depende tanto de posicionamento, movimentação e controle durante os tiroteios.

A duração da campanha também chama a atenção. A estimativa apresentada é de aproximadamente 30 horas para concluir a história principal, embora o tempo possa variar de acordo com o estilo de jogo. A exploração, as conversas e as decisões tomadas durante a jornada podem influenciar a experiência de cada jogador.

Quando The Expanse: Osiris Reborn será lançado?

O lançamento de The Expanse: Osiris Reborn está previsto para o segundo trimestre de 2027, com versões para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. A Owlcat Games também confirmou que o RPG estará disponível no Xbox Game Pass Ultimate desde o primeiro dia.

O jogo ainda tem trabalho pela frente, especialmente no refinamento dos controles e da movimentação. Mesmo assim, a demonstração sugere que a equipe está construindo uma aventura com identidade própria, sustentada por investigação, diálogos, suspense e combates que recompensam o planejamento.

As comparações com Mass Effect são inevitáveis, mas o universo de The Expanse oferece elementos suficientes para diferenciar o projeto. Se a versão final conseguir manter a qualidade narrativa demonstrada na prévia e aprimorar os aspectos técnicos que ainda precisam de atenção, o RPG poderá se tornar um dos lançamentos de ficção científica mais interessantes de 2027.

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Postado por Senpai Sesshomaru
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