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Super Smash Bros. Ultimate ganha port nativo para PC com suporte a 4K, 60 FPS e multiplayer online

Super Smash Bros. Ultimate recebeu um port não oficial para PC chamado WindowSmash, com suporte a 4K, 60 FPS e multiplayer experimental. O projeto utiliza recompilação estática e já está disponível gratuitamente no GitHub.

Por Redfield | 19 out de 2026 às 12:25 | ⏱️ 9 min de leitura

A comunidade de desenvolvedores independentes acaba de alcançar mais um avanço na adaptação de jogos exclusivos de consoles para computadores. Desta vez, o destaque é Super Smash Bros. Ultimate, um dos maiores sucessos do Nintendo Switch, que recebeu a primeira versão pública de um port nativo não oficial para Windows.

O projeto, chamado WindowSmash, foi divulgado pelo site DSOGaming em 18 de outubro de 2026 e utiliza uma tecnologia diferente da emulação tradicional. Em vez de reproduzir o hardware do Nintendo Switch durante a execução, a ferramenta converte antecipadamente o código original do jogo para um formato compatível com computadores.

Desenvolvido por SNO2207, o WindowSmash está disponível no GitHub e oferece recursos como suporte a teclado, controles, renderização por Direct3D 11 e partidas multiplayer experimentais pela internet. Entretanto, os próprios desenvolvedores alertam que o projeto ainda está em desenvolvimento, podendo apresentar problemas de desempenho, incompatibilidades e falhas durante a execução.

WindowSmash permite executar Super Smash Bros. Ultimate nativamente no Windows

O principal diferencial do WindowSmash é o uso da recompilação estática, uma tecnologia que vem ganhando espaço entre projetos independentes de preservação e adaptação de jogos.

O Nintendo Switch utiliza processadores baseados na arquitetura ARM64, enquanto a maioria dos computadores tradicionais com Windows trabalha com a arquitetura x86-64. Essa diferença impede que as instruções originais do jogo sejam executadas diretamente no PC.

Para superar essa limitação, o WindowSmash converte o código ARM64 de Super Smash Bros. Ultimate para a linguagem C. Depois, o código é compilado para Windows, trabalhando em conjunto com uma camada de execução responsável por substituir serviços originalmente fornecidos pelo console, incluindo gráficos, áudio, controles, arquivos e comunicação de rede.

Na prática, isso permite criar um executável nativo a partir dos arquivos originais do jogo, sem depender de um emulador convencional que traduza as instruções continuamente durante as partidas.

Apesar disso, o processo não transforma automaticamente o jogo em uma versão oficial para computadores. O WindowSmash continua sendo um projeto independente, sem qualquer participação ou autorização anunciada pela Nintendo.

Port oferece suporte a 4K, 60 FPS e diferentes controles

Entre os recursos destacados pelo DSOGaming estão o suporte a resoluções de até 3840 × 2160 pixels e a possibilidade de executar o jogo com uma meta de 60 FPS.

O WindowSmash utiliza Direct3D 11 para renderização gráfica e permite jogar em modo janela, tela cheia ou janela sem bordas. Também possui configurações voltadas a monitores com taxas de atualização variáveis, incluindo tecnologias como G-Sync e FreeSync.

Outro destaque é a compatibilidade com teclado e controles. A documentação do projeto menciona suporte a até oito controles, incluindo dispositivos Xbox, PlayStation e Nintendo Switch Pro Controller, além da possibilidade de utilizar teclado.

O sistema gráfico também consegue preparar shaders em segundo plano e armazenar versões compiladas em cache, reduzindo a necessidade de repetir o processo nas sessões seguintes.

Entretanto, podem ocorrer travamentos momentâneos quando determinados efeitos gráficos aparecem pela primeira vez. Os desenvolvedores também não garantem desempenho estável de 60 FPS em todos os computadores, já que o resultado depende do hardware, da configuração utilizada e do estado atual do projeto.

Multiplayer online experimental permite criar salas pela internet

Uma das funcionalidades mais interessantes do WindowSmash é a implementação de multiplayer online por meio de um sistema que retransmite pela internet a comunicação do modo sem fio local do Nintendo Switch.

O sistema permite que um jogador crie uma sala e outros tentem participar remotamente. Também existem opções para partidas privadas e salas identificadas por códigos, facilitando a organização de partidas entre amigos.

Diferentemente do multiplayer oficial, essa implementação não utiliza os servidores do Nintendo Switch Online. O projeto oferece uma infraestrutura própria para transportar os dados da comunicação local entre computadores.

Para utilizar a funcionalidade, os participantes precisam trabalhar com versões compatíveis do jogo e do port. Cada computador também utiliza seus próprios arquivos de salvamento.

Embora o multiplayer já esteja implementado, os responsáveis destacam que partidas completas entre dois PCs ainda não passaram por testes suficientemente abrangentes. Isso significa que problemas de sincronização, desconexões e outras falhas podem ocorrer durante as partidas.

Compatibilidade com atualizações e personagens adicionais

A primeira versão pública do WindowSmash já inclui ferramentas para preparar diferentes atualizações de Super Smash Bros. Ultimate, além de recursos relacionados ao desbloqueio de personagens e utilização de conteúdos adicionais.

Segundo a documentação disponível no GitHub, as versões 11.0.0 e 13.0.5 do jogo estão entre aquelas utilizadas nos testes. O projeto também pretende oferecer suporte a outras atualizações, embora nem todas tenham recebido o mesmo nível de verificação.

Isso é especialmente importante porque Super Smash Bros. Ultimate recebeu diversos personagens adicionais ao longo de sua vida útil, incluindo Sephiroth, Kazuya e Sora.

O port possui recursos para trabalhar com esses conteúdos, desde que os respectivos arquivos estejam presentes na cópia fornecida pelo usuário. Entretanto, isso não garante que todos os lutadores, cenários e modos funcionem perfeitamente no estágio atual.

O projeto também inclui ferramentas de diagnóstico e testes que podem ajudar os desenvolvedores a identificar falhas e melhorar a compatibilidade nas próximas versões.

Como baixar e executar Super Smash Bros. Ultimate no PC

O WindowSmash está disponível gratuitamente no GitHub, mas sua utilização exige mais etapas do que a instalação de um jogo convencional.

Para preparar o port, os desenvolvedores indicam um computador com Windows 10 ou Windows 11 de 64 bits, processador compatível com AVX2 e uma placa gráfica com suporte a DirectX 11.

A documentação recomenda 16 GB de memória RAM e aproximadamente 60 GB de espaço livre para os arquivos de compilação, além do armazenamento necessário para os dados do jogo.

Também é necessário instalar ferramentas gratuitas, como Python e Visual Studio Community, utilizadas durante a conversão e compilação do código.

O procedimento pode levar de aproximadamente 30 minutos a algumas horas, dependendo da capacidade do computador. Depois de concluído, o usuário pode iniciar o jogo por meio dos scripts disponibilizados no repositório.

Um detalhe importante é que o WindowSmash não inclui Super Smash Bros. Ultimate, firmware, chaves ou outros arquivos protegidos da Nintendo. Os interessados precisam fornecer os dados extraídos de sua própria cópia do jogo e do console, observando a legislação aplicável.

Os desenvolvedores também disponibilizam uma implementação experimental para Linux, mas o Windows continua sendo a principal plataforma de referência do projeto.

Port de Super Smash Bros. Ultimate representa avanço para a recompilação de jogos

A chegada do WindowSmash acompanha uma tendência crescente de projetos independentes que utilizam recompilação estática para adaptar jogos de consoles a computadores modernos.

Essa abordagem tem despertado interesse por permitir a criação de executáveis nativos e facilitar a implementação de recursos específicos do PC, embora exija um trabalho considerável para reproduzir corretamente os serviços oferecidos pelo hardware original.

No caso de Super Smash Bros. Ultimate, o desafio é especialmente complexo devido à grande quantidade de personagens, cenários, efeitos visuais e sistemas de jogo.

O título reúne lutadores de franquias como Mario, The Legend of Zelda, Pokémon, Sonic, Final Fantasy, Minecraft e Kingdom Hearts, formando um dos maiores elencos já vistos em um jogo de luta.

Reproduzir corretamente todas essas funcionalidades demanda muito mais do que conseguir iniciar uma partida. Questões relacionadas a desempenho, áudio, gráficos e multiplayer ainda precisam ser verificadas em diferentes situações.

Mesmo em estágio experimental, o WindowSmash demonstra o potencial da recompilação estática para adaptar jogos relativamente recentes a outras plataformas. O projeto já está disponível publicamente, mas sua evolução dependerá das próximas correções e de testes capazes de demonstrar o funcionamento estável de seus recursos.

Por enquanto, o port representa uma alternativa técnica interessante para entusiastas e desenvolvedores, sem substituir a experiência oficial oferecida pela Nintendo no Switch.

Fonte: DSOGaming — Super Smash Bros. Ultimate Unofficial PC Port Released

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