Gears of War: E-Day é chamado de “triunfo” e marca retorno em grande estilo da franquia.
Gears of War: E-Day está recebendo avaliações bastante positivas antes do lançamento oficial. A GamesRadar considera a campanha um retorno de Gears ao primeiro escalão dos shooters em terceira pessoa, destacando o combate, a destruição de Kalona e a relação entre os soldados — embora alguns problemas de ritmo, diálogos e combate corpo a corpo impeçam uma experiência perfeita.

Depois de sete anos sem uma aventura totalmente inédita da franquia, Gears of War: E-Day parece ter conseguido aquilo que muitos fãs esperavam: recuperar a identidade dos primeiros jogos sem simplesmente copiar o passado.
A GamesRadar publicou sua análise em andamento do novo título da The Coalition e classificou a campanha como um verdadeiro retorno à forma da série. O veículo ainda não atribuiu uma nota final porque pretende avaliar o multiplayer quando todos os seus componentes estiverem disponíveis, mas a impressão sobre o modo história foi extremamente positiva.
O jornalista Andy Brown completou a campanha no PC em aproximadamente 16 horas, incluindo a maior parte dos objetivos opcionais. Para ele, E-Day recupera a brutalidade que ajudou a definir Gears ao mesmo tempo em que transforma sua movimentação, cobertura e level design de maneira significativa.

Kalona é considerada uma das grandes estrelas de E-Day
A campanha acontece na cidade de Kalona, durante os primeiros momentos da invasão Locust. Diferente dos jogos anteriores, nos quais boa parte dos cenários já havia sido destruída há anos, E-Day permite acompanhar uma cidade praticamente intacta sendo devastada diante dos personagens.
É justamente esse elemento que recebe alguns dos maiores elogios da GamesRadar.
Segundo a análise, Kalona foi construída com um nível impressionante de detalhes e funciona muito mais do que simplesmente como cenário para os tiroteios. Ruas góticas, áreas industriais, instalações militares e regiões residenciais ajudam a mostrar como era aquele lugar antes da invasão e tornam sua destruição progressivamente mais impactante.
A própria The Coalition já havia explicado que queria utilizar os ambientes para contar histórias sobre pessoas comuns sendo surpreendidas pelo Dia da Emergência. Civis ainda estão tentando entender o que acontece enquanto os Locust começam a surgir do subterrâneo, algo bastante diferente do mundo já devastado apresentado no Gears original.
Sistema de cobertura recebeu uma grande evolução
Outro ponto bastante elogiado é o combate.
Gears continua sendo um shooter baseado em cobertura, mas E-Day oferece muito mais liberdade de movimento. Agora é possível saltar, escalar determinadas superfícies, deslizar durante uma corrida e até utilizar obstáculos mais baixos para proteção.
A GamesRadar destaca especialmente o novo sistema adaptativo de cobertura, que torna os confrontos menos previsíveis. Partes do cenário podem ser utilizadas dinamicamente enquanto tiroteios acontecem e os inimigos tentam deslocar Marcus e sua equipe de suas posições.
A VGC também considerou a movimentação uma das melhores novidades. O veículo deu 4 de 5 estrelas para a campanha e apontou que saltos, deslizes e novas opções de proteção deixam os combates muito mais dinâmicos sem destruir a fórmula clássica da franquia.
O resultado continua bastante familiar para quem jogou os títulos anteriores, mas Marcus já não parece tão preso aos tradicionais movimentos entre paredes e barreiras.
Armas podem mudar bastante durante a campanha
E-Day também aposta mais fortemente em modificações.
Caixas espalhadas pelos cenários escondem melhorias capazes de alterar significativamente o funcionamento das armas e da armadura. A GamesRadar cita como exemplo uma modificação para a Gnasher que transforma seus disparos em projéteis mais eficientes a médias distâncias.
A Longshot também pode ser modificada de maneira bastante profunda, mudando seu comportamento e permitindo combinações diferentes dependendo da preferência do jogador.
Esse sistema funciona também como incentivo para explorar Kalona e concluir objetivos opcionais, já que algumas das melhorias mais interessantes não aparecem simplesmente seguindo o caminho principal.
A clássica Lancer com motosserra obviamente está presente, embora a GamesRadar tenha feito uma crítica justamente ao combate corpo a corpo, considerado menos impactante do que os excelentes tiroteios.
Nem todos concordam sobre a história de Marcus e Dom
Existe uma divisão interessante entre as primeiras análises.
A GamesRadar gostou bastante da maneira como a campanha acompanha um pequeno grupo de soldados enfrentando uma situação completamente fora de controle, comparando a atmosfera em alguns momentos ao tipo de história de grupo visto em produções como Band of Brothers.
A VGC, porém, foi mais crítica.
Segundo o veículo, apesar de E-Day ser apresentado como uma história importante para entender a relação entre Marcus Fenix e Dominic Santiago, boa parte do desenvolvimento emocional acaba concentrada nos novos integrantes do Esquadrão Bravo, Mags Carter e Lucas Reyes.
A análise argumenta que Marcus e Dom passam grande parte da campanha evitando conversar diretamente sobre seus traumas e que apenas perto do final existe uma recompensa emocional mais forte.
Outro ponto criticado pela GamesRadar são alguns diálogos, considerados excessivamente elaborados em determinados momentos.
Combate excelente não impede certa repetição
Essa parece ser a crítica mais recorrente entre algumas análises.
Mesmo quem elogia fortemente o sistema de combate reconhece que E-Day pode acabar repetindo sua fórmula com frequência.
A VGC menciona sequências nas quais o jogador passa de uma área aberta cheia de coberturas para outra, enfrentando sucessivas ondas de inimigos. O veículo também critica a reutilização de determinados locais ao longo da campanha.
O Guardian foi consideravelmente mais duro e deu 3 de 5 estrelas, argumentando que, apesar de considerar o combate um dos melhores já vistos na série, a estrutura repetitiva e determinados objetivos secundários acabam prejudicando o ritmo.
Ou seja, existe um consenso interessante: o combate está sendo muito elogiado, mas a maneira como ele é distribuído durante as dezenas de confrontos divide mais opiniões.
Primeiras notas colocam E-Day entre os jogos mais bem avaliados do ano
A recepção geral, pelo menos neste primeiro momento, é bastante forte.
No OpenCritic, Gears of War: E-Day aparece atualmente com média 88, baseada em 55 análises, ficando entre os títulos mais bem avaliados da plataforma em 2026. Naturalmente, essa média ainda pode mudar à medida que novas reviews forem publicadas.
Dados compilados nesta sexta-feira também apontavam médias de 87 no Xbox Series X|S e 84 no PC no Metacritic, embora esses números também sejam provisórios.
Há diferenças consideráveis entre veículos, mas boa parte das avaliações destaca os mesmos pontos positivos: combate extremamente satisfatório, excelente apresentação visual, movimentação aprimorada e uma interpretação impressionante do Dia da Emergência.
GamesRadar ainda não deu uma nota final
Esse detalhe é importante.
A análise publicada pela GamesRadar é oficialmente uma review in progress. O veículo já terminou a campanha, mas pretende testar completamente os componentes multiplayer antes de definir a nota final.
E-Day também possui Versus e o novo Horde Siege, que coloca até 12 jogadores divididos em três esquadrões dentro de mapas muito maiores, realizando objetivos separados antes de eventualmente precisarem trabalhar juntos contra grandes ameaças.
Portanto, a avaliação final ainda pode mudar.
Para quem está interessado apenas na campanha, entretanto, a conclusão preliminar da GamesRadar é bastante clara: o veículo considera o modo história um dos grandes acertos da The Coalition e diz que Gears finalmente voltou a funcionar em plena força.
Gears of War: E-Day está atualmente em acesso antecipado para compradores da Premium Edition. O lançamento mundial acontece em 6 de outubro de 2026 para Xbox Series X|S e PC, com disponibilidade no Game Pass no dia da estreia.
Fonte: GamesRadar
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