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Epic Games libera dois jogos de terror grátis: Sker Ritual e Home valem a pena? Confira nossa análise

Em clima de Halloween, a Epic Games Store oferece gratuitamente dois jogos com propostas completamente diferentes: um FPS cooperativo repleto de criaturas sobrenaturais e uma aventura psicológica em pixel art. Confira os destaques, defeitos e qual dos dois merece mais a sua atenção.

Por Redfield | 23 out de 2026 às 17:38 | ⏱️ 10 min de leitura

A Epic Games Store entrou no clima do Halloween e preparou uma seleção especial para quem gosta de experiências assustadoras. Nesta semana, os jogadores de PC podem resgatar gratuitamente Sker Ritual e Home – A Unique Horror Adventure, dois títulos que exploram o terror de maneiras completamente diferentes.

Disponíveis desde 22 de outubro, ambos podem ser adicionados permanentemente à biblioteca até 29 de outubro de 2026, às 12h, no horário de Brasília. Juntos, os jogos representam uma economia de aproximadamente R$ 80,48, considerando os preços normais anunciados na loja brasileira.

Mas, além da gratuidade, existe um motivo interessante para conferir essa seleção: os dois títulos representam estilos praticamente opostos do gênero. Enquanto Sker Ritual aposta em combates frenéticos e sobrevivência cooperativa, Home prefere explorar o medo psicológico, a investigação e as consequências das escolhas.

Analisamos as propostas dos dois jogos, seus principais acertos e limitações para descobrir qual deles pode oferecer a experiência mais interessante neste Halloween.

Sker Ritual: um verdadeiro banho de sangue sobrenatural

Maid of Sker's successor is a co-op survival horror called Sker Ritual | GamesRadar+

Sker Ritual transforma o universo de Maid of Sker em uma experiência de ação e sobrevivência.

Desenvolvido pela Wales Interactive e lançado originalmente em abril de 2024, Sker Ritual é um FPS de sobrevivência que transporta os jogadores para um universo dominado por criaturas sobrenaturais.

O título funciona como um derivado de Maid of Sker, mas abandona boa parte da abordagem furtiva de seu antecessor. Em vez de fugir dos monstros e evitar confrontos, o jogador agora possui um arsenal de armas para enfrentar ondas cada vez mais perigosas de inimigos.

A influência do popular modo Zombies de Call of Duty é evidente. Sua estrutura envolve derrotar hordas, acumular recursos, desbloquear áreas e adquirir equipamentos melhores para sobreviver pelo maior tempo possível.

Entretanto, Sker Ritual procura estabelecer identidade própria por meio de sua ambientação e de sistemas que adicionam habilidades sobrenaturais aos confrontos.

Uma atmosfera sombria com elementos do folclore galês

A história se passa em 1914 e continua os acontecimentos relacionados ao desfecho sombrio de Maid of Sker.

Elisabeth Williams assumiu o controle da Ilha Sker e pretende expandir sua influência por meio de uma transmissão sobrenatural conhecida como Canção da Sereia.

Essa ameaça coloca os jogadores diante dos Silenciosos, criaturas aterrorizantes que representam o principal obstáculo durante as partidas.

O enredo não é particularmente complexo, mas serve como justificativa para os cenários e inimigos apresentados ao longo da experiência.

O aspecto visual também merece atenção. Os ambientes combinam construções antigas, iluminação sombria e elementos industriais, criando cenários que transmitem uma atmosfera opressiva mesmo durante os confrontos mais intensos.

Combates frenéticos e poderes sobrenaturais

Sker Ritual Reviews - OpenCritic

Armas aprimoráveis, inimigos especiais e poderes sobrenaturais são elementos centrais dos combates.

O grande atrativo de Sker Ritual está na jogabilidade. O jogador precisa administrar munição, movimentar-se constantemente e escolher cuidadosamente os equipamentos utilizados contra as hordas.

Conforme as rodadas avançam, os inimigos se tornam mais perigosos e novos tipos de ameaças passam a exigir mudanças de estratégia.

O sistema de Milagres é uma das características mais interessantes. Inspirado em divindades celtas, ele permite adquirir habilidades especiais que modificam determinadas capacidades do personagem.

A possibilidade de melhorar armas também adiciona progressão às partidas, incentivando o jogador a buscar recursos e explorar os diferentes cenários.

Outro destaque é o multiplayer cooperativo para até quatro participantes. Jogar em equipe permite coordenar ataques, dividir responsabilidades e enfrentar as ameaças de maneira mais eficiente.

O jogo também pode ser aproveitado individualmente, embora sua estrutura seja especialmente interessante para quem gosta de experiências cooperativas.

O problema da repetição

Apesar de possuir boas ideias, Sker Ritual não consegue escapar de algumas limitações comuns aos jogos baseados em hordas.

A repetição dos confrontos pode se tornar perceptível conforme as partidas avançam, principalmente quando derrotar grandes quantidades de inimigos passa a exigir mais tempo do que estratégia.

O combate também não apresenta o mesmo refinamento de produções com orçamentos muito maiores. Essa diferença pode ser percebida especialmente por quem está acostumado com shooters mais polidos.

A qualidade da experiência depende bastante do interesse pessoal por esse formato. Quem prefere campanhas com progressão narrativa constante talvez não encontre motivação suficiente para repetir as mesmas modalidades durante muitas horas.

Ainda assim, a combinação de ambientação sobrenatural, poderes especiais e multiplayer cooperativo torna Sker Ritual uma opção interessante.

NOTA: 7,5

Veredito Sker Ritual:

Um FPS cooperativo divertido, com boa ambientação e sistemas de progressão interessantes, embora prejudicado pela repetição e por limitações de refinamento.

 

Home - A Unique Horror Adventure: o terror que existe na sua imaginação

BancyCo | Home - A Unique Horror Adventure - A murder mystery with a twist – because you decide what ultimately happens.

Home aposta em uma estética retrô para construir uma aventura de terror psicológico.

Se Sker Ritual procura assustar utilizando monstros grotescos e combates frenéticos, Home – A Unique Horror Adventure apresenta uma abordagem praticamente oposta.

Desenvolvido pela BancyCo e lançado originalmente em 2012, o jogo é uma aventura independente de terror psicológico que utiliza gráficos em pixel art, exploração bidimensional e uma narrativa influenciada pelas decisões do jogador.

Tudo começa quando o protagonista desperta em um quarto escuro de uma casa desconhecida, enquanto uma tempestade se aproxima.

Sem compreender exatamente como chegou ao local, ele precisa explorar o ambiente e encontrar pistas sobre acontecimentos aparentemente violentos.

O que inicialmente parece ser uma investigação relativamente simples se transforma gradualmente em uma experiência sobre memória, percepção e interpretação dos fatos.

Uma história que muda conforme suas escolhas

O principal diferencial de Home está na maneira como apresenta sua narrativa.

Em vez de oferecer respostas definitivas, o jogo permite que determinadas decisões influenciem a interpretação dos acontecimentos.

Objetos encontrados durante a exploração, informações descobertas e escolhas realizadas contribuem para a construção do mistério.

Essa abordagem transforma o jogador em parte ativa da narrativa, já que compreender os acontecimentos depende não apenas das pistas apresentadas, mas também da maneira como elas são interpretadas.

É um conceito interessante, principalmente porque o terror psicológico costuma funcionar melhor quando não revela imediatamente todas as respostas.

A sensação de incerteza acompanha boa parte da experiência, convidando o jogador a questionar o que realmente aconteceu.

O minimalismo visual funciona a favor do terror

Home on Steam

Os cenários escuros e a iluminação limitada são fundamentais para a atmosfera de Home.

Home utiliza uma apresentação visual bastante simples, especialmente quando comparado a produções modernas.

Seus personagens são representados por sprites pixelados e os ambientes possuem poucos detalhes aparentes.

Entretanto, essa simplicidade funciona a favor da proposta.

A iluminação limitada faz com que boa parte dos cenários permaneça escondida na escuridão. Isso incentiva o jogador a prestar atenção nos pequenos elementos do ambiente e contribui para a sensação de vulnerabilidade.

O design de áudio também exerce um papel importante. Sons ambientais e uma trilha discreta ajudam a criar desconforto sem depender constantemente de sustos repentinos.

Home demonstra como recursos relativamente modestos podem construir uma atmosfera eficaz quando existe uma direção artística consistente.

Uma experiência interessante, mas bastante limitada

Apesar de suas qualidades, Home possui características que podem afastar parte do público.

O primeiro ponto é sua curta duração. A aventura principal pode ser concluída em aproximadamente duas horas, embora os diferentes caminhos incentivem novas partidas.

Sua jogabilidade também é bastante simples, concentrando-se principalmente na exploração e na interação com objetos.

Jogadores que procuram quebra-cabeças complexos, mecânicas elaboradas ou confrontos provavelmente encontrarão pouco conteúdo nesse sentido.

A própria narrativa, que representa um de seus maiores atrativos, também pode dividir opiniões.

Como algumas respostas permanecem abertas à interpretação, existe a possibilidade de terminar a aventura sem uma sensação tradicional de conclusão.

Para quem aprecia histórias ambíguas, isso pode representar uma qualidade. Para outros, pode resultar em frustração.

NOTA: 7,0

Veredito  Home:

Uma aventura curta e atmosférica, com boas ideias narrativas e identidade visual marcante, mas com jogabilidade limitada e uma história que pode dividir opiniões.

Afinal, qual dos dois jogos gratuitos merece mais atenção?

Embora Sker Ritual e Home compartilhem elementos do gênero de terror, suas propostas são tão diferentes que uma comparação direta exige considerar o perfil do jogador.

Sker Ritual é a escolha mais indicada para quem gosta de ação, partidas cooperativas e desafios baseados em sobrevivência. Seu principal atrativo está na possibilidade de enfrentar ameaças com amigos e experimentar diferentes combinações de armas e habilidades.

Home, por outro lado, é recomendado para jogadores que preferem aventuras narrativas, exploração e histórias que não entregam todas as respostas.

Enquanto Sker Ritual procura gerar tensão por meio da intensidade dos confrontos, Home utiliza a escuridão, a dúvida e a imaginação como suas principais ferramentas.

Critério

Sker Ritual

Home

Gênero

FPS de sobrevivência

Terror psicológico

Jogadores

1–4

1

Principal atrativo

Ação cooperativa

Narrativa e atmosfera

Rejogabilidade

Rodadas e desafios

Caminhos e escolhas

Nota editorial

7,5/10

7,0/10

Veredito final: vale a pena resgatar os dois?

Sim. A seleção desta semana é interessante justamente por reunir experiências que exploram diferentes possibilidades do terror.

Sker Ritual oferece maior apelo para quem procura partidas intensas e cooperativas, enquanto Home representa uma alternativa mais intimista, voltada para a construção de uma atmosfera desconfortável e para a interpretação da narrativa.

Nenhum dos dois é perfeito. Sker Ritual sofre com a repetição e algumas limitações em seu combate, enquanto Home apresenta uma experiência curta e mecânicas relativamente simples.

Entretanto, considerando que ambos estão disponíveis gratuitamente, as limitações tornam-se menos impeditivas.

Nossa recomendação é resgatar os dois. Mesmo que apenas um deles corresponda às suas preferências, ambos apresentam ideias interessantes e podem oferecer boas experiências durante o Halloween.

Como resgatar Sker Ritual e Home gratuitamente

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Postado por Redfield
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