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Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen recebe ótimas notas e já é apontado como a expansão que o RPG precisava

Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen estreou com avaliações muito positivas da crítica, alcançando média na faixa dos 80 pontos nos agregadores e recebendo notas 9/10 de vários veículos. A nova região de Norgan, os combates mais difíceis, a exploração e as melhorias de qualidade de vida aparecem entre os maiores elogios, embora alguns problemas do jogo base ainda permaneçam.

Por Redfield | 09 out de 2026 às 11:00 | ⏱️ 9 min de leitura

Dragon’s Dogma 2 voltou aos holofotes com a chegada de Dark Arisen, sua grande expansão lançada em 9 de outubro de 2026 para PC, PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2. E, pelo menos entre a crítica especializada, a recepção inicial está sendo bastante positiva.

No Metacritic, a expansão chegou a aparecer com 84 pontos, enquanto o OpenCritic mostrava média de 86 e 90% das análises recomendando o conteúdo nos primeiros reviews publicados. Esses números ainda podem variar conforme novas críticas sejam adicionadas, mas já colocam Dark Arisen acima da expansão homônima do primeiro Dragon’s Dogma em algumas comparações iniciais.

Notas 9/10 aparecem em vários veículos

Entre as avaliações mais positivas está a da Push Square, que concedeu 9/10 para a expansão no PS5. O veículo destacou principalmente a nova região de Norgan, a quantidade de conteúdo, a história mais envolvente, os chefes e o sistema de loot. A crítica classificou Dark Arisen como uma expansão transformadora e disse que o jogo aparece em alguns momentos no seu melhor estado.

A Nintendo Life também deu 9/10 para a versão de Switch 2. A análise elogiou o combate, o desempenho no portátil, a nova região e os Lost Rites, além de destacar que o jogo roda surpreendentemente bem no hardware da Nintendo. Entre os pontos negativos aparecem tempos de carregamento longos em algumas áreas, ausência de cross-save e a remoção de parte da “fricção” que ajudava a dar personalidade ao jogo original.

A Worth Playing também avaliou Dark Arisen com 9/10, destacando que a expansão responde a diversas críticas feitas ao jogo base e mantém a identidade da série ao mesmo tempo em que torna algumas mecânicas mais amigáveis.

Wccftech dá 8,5 e elogia quantidade de conteúdo

A Wccftech ficou um pouco abaixo das notas 9, mas ainda entregou uma avaliação bastante positiva: 8,5/10.

Segundo a análise, Dark Arisen oferece cerca de 30 horas de conteúdo adicional, com foco pesado em loot, exploração e novos desafios.

O veículo elogiou principalmente o novo ciclo de progressão, os itens e a estrutura da expansão, mas voltou a criticar uma característica antiga de Dragon’s Dogma 2: a sensação de pouco controle em determinados momentos dos combates.

É um ponto importante porque mostra que a expansão melhora muito o pacote, mas não necessariamente reescreve completamente a base do jogo.

Norgan é um dos maiores destaques

A nova região de Norgan aparece quase unanimemente entre os maiores elogios.

Trata-se de uma área coberta por neve e marcada por ruínas, tempestades, castelos abandonados e clima hostil. As condições ambientais podem mudar durante a exploração, chegando a reduzir drasticamente a visibilidade em determinados momentos.

A Nintendo Life relata que encontros aparentemente simples podem virar batalhas enormes quando novos grupos de inimigos entram no combate de maneira inesperada.

A publicação cita até situações em que um ogro surge durante uma luta e passa a utilizar o personagem ou seus Pawns como arma contra outros inimigos.

Esse tipo de encontro emergente continua sendo uma das principais características da série.

Dark Arisen está bem mais difícil

Outro ponto recorrente nos reviews é a dificuldade.

Norgan foi criada pensando principalmente em jogadores que já passaram bastante tempo no jogo base. Mesmo personagens de nível 80 podem encontrar resistência considerável em alguns confrontos.

Novos inimigos e versões modificadas de criaturas antigas aumentam a pressão.

Um dos encontros mencionados pela Nintendo Life envolve um enorme monstro semelhante a um sasquatch, enquanto dragões de gelo e outros chefes podem transformar combates comuns em batalhas demoradas.

A expansão também apresenta uma nova dificuldade Hard.

Lost Rites adiciona 12 novas dungeons

Além de Norgan, o conteúdo adiciona 12 Lost Rites, desafios espalhados pelo mundo principal.

Essas dungeons podem impor regras específicas, como limitar habilidades, impedir a ajuda dos Pawns ou obrigar o jogador a enfrentar determinados inimigos em condições desfavoráveis.

Completar os desafios concede Offering Flames, utilizadas nos Obelisks of Benediction da nova região.

Esses obeliscos oferecem bônus permanentes e novas habilidades para as vocações.

Essa nova camada de progressão foi bem recebida justamente porque incentiva o jogador a revisitar partes do mapa original antes de mergulhar completamente em Norgan.

História também recebeu elogios maiores que o jogo base

Dragon’s Dogma 2 foi bastante criticado em 2024 por sua história, especialmente pela sensação de que vários eventos importantes terminavam cedo demais.

Dark Arisen aparentemente melhora esse aspecto.

A Push Square chamou a história de surpreendentemente boa, destacando personagens e ritmo narrativo.

Algumas análises também mencionam que a narrativa da expansão é mais focada e envolvente que a campanha principal.

A trama gira em torno de um novo Arisen surgindo em Norgan e de um misterioso dragão imortal ligado aos acontecimentos da região.

A expansão também melhora problemas antigos

Dark Arisen não chega sozinho.

A Capcom passou os últimos meses atualizando Dragon’s Dogma 2 e introduzindo diversas melhorias técnicas e de qualidade de vida.

Entre elas estão mudanças no fast travel, desempenho, interface e sistemas que receberam críticas no lançamento original.

A possibilidade de viajar com mais liberdade é uma das alterações mais significativas.

Alguns críticos gostaram da mudança, enquanto outros acreditam que ela reduz parte da identidade de Dragon’s Dogma, já que caminhar pelo mundo sempre foi uma parte importante da experiência.

Essa divisão de opiniões é interessante: a expansão torna o RPG mais acessível, mas ao mesmo tempo diminui algumas das limitações deliberadas que faziam parte de sua filosofia original.

Nem tudo foi corrigido

Apesar das notas altas, Dark Arisen não resolve todos os problemas.

A RPGamer, por exemplo, aparece entre as avaliações mais moderadas, indicando que jogadores que já não gostavam do jogo base podem não encontrar mudanças suficientes para mudar completamente de opinião.

Outras críticas citam:

  • variedade de inimigos ainda limitada em determinados pontos;
  • grind por equipamentos que pode não agradar a todos;
  • Pawns ainda cometendo erros;
  • combate mantendo algumas das mesmas limitações do original.

Portanto, Dark Arisen parece melhorar o que Dragon’s Dogma 2 já fazia bem, mas não tenta transformá-lo em outro tipo de RPG.

Switch 2 surpreende no desempenho

Um detalhe que chamou bastante atenção foi a versão para Nintendo Switch 2.

Quando Dragon’s Dogma 2 foi lançado originalmente em 2024, até PS5 e Xbox Series apresentavam problemas de desempenho.

Por isso, havia bastante desconfiança sobre como o jogo funcionaria no novo portátil da Nintendo.

A Nintendo Life, porém, afirma que o desempenho do Switch 2 “não deixa muito a reclamar” e classificou o resultado técnico como uma conquista da Capcom.

Isso sugere que as otimizações feitas na RE Engine nos últimos anos ajudaram bastante.

Dark Arisen supera a expansão do primeiro jogo nas notas iniciais

Uma das comparações mais curiosas veio do Metacritic.

Segundo dados repercutidos pelo GamesRadar e outros veículos, a nova expansão apareceu com 84 pontos, enquanto o Dark Arisen do primeiro Dragon’s Dogma possui 81 no mesmo agregador.

Naturalmente, comparar notas separadas por 13 anos não é uma ciência exata.

Critérios mudam, veículos mudam e o número de análises também pode ser diferente.

Ainda assim, é curioso porque o Dark Arisen original é frequentemente considerado o conteúdo que transformou Dragon’s Dogma em um clássico cult.

Agora, a Capcom parece ter conseguido repetir a fórmula.

Pode ser o “Dark Arisen treatment” que os fãs esperavam

Desde o lançamento de Dragon’s Dogma 2, muitos jogadores pediam exatamente isso: uma grande expansão nos moldes do conteúdo do primeiro jogo.

Durante meses, havia até dúvidas sobre se ela aconteceria.

Agora, Dark Arisen chegou adicionando nova região, dungeons, chefes, loot, história, habilidades e melhorias gerais no RPG.

E, pelo menos neste primeiro momento, a crítica parece considerar que a Capcom conseguiu entregar.

Com notas 9/10 em diversos veículos e média acima de 80 nos agregadores, Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen surge como uma das expansões mais bem avaliadas do ano e uma segunda chance importante para um RPG que dividiu bastante os jogadores em seu lançamento original.

Fonte: Push Square — review de Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen

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