SOULSGAMER

#NOTíCIAS

Bully ganha demo de remake na Unreal Engine 5.8 com diálogos por inteligência artificial

Um projeto independente está recriando Bully: Scholarship Edition na Unreal Engine 5.8 e já permite explorar partes da Bullworth Academy, controlar Jimmy Hopkins e participar de combates. A demonstração também apresenta conversas com estudantes controlados por inteligência artificial, mas ainda está em fase experimental e exige conhecimentos técnicos para ser executada.

Por Sebastian Castellanos | 27 out de 2026 às 13:13 | ⏱️ 6 min de leitura

Um dos clássicos mais lembrados da Rockstar Games está recebendo uma recriação feita por fãs. Chamado Bully Remake, o projeto utiliza a Unreal Engine 5.8 para reconstruir elementos de Bully: Scholarship Edition com código próprio e ferramentas de importação desenvolvidas para o trabalho.

A versão atual já permite experimentar uma parte da aventura de Jimmy Hopkins, incluindo a exploração da escola, trechos do início da história e confrontos com outros estudantes. O diferencial está na tentativa de combinar a experiência original com tecnologias modernas, especialmente diálogos gerados por inteligência artificial.

O projeto está disponível no GitHub, mas não se trata de um remake completo nem de um jogo pronto para instalar com poucos cliques.

Como funciona o remake de Bully?

A proposta é reconstruir o universo de Bully: Scholarship Edition na Unreal Engine 5.8, mantendo elementos reconhecíveis do jogo original. Nesta primeira versão, o conteúdo se concentra nos arredores da Bullworth Academy e em alguns ambientes internos.

O jogador controla Jimmy Hopkins em terceira pessoa, podendo caminhar, correr, acelerar o passo e saltar. Também existem colisões básicas, portas, iluminação, sons ambientes e estudantes que circulam pelo cenário.

A demonstração inclui parte do primeiro dia de Jimmy na escola. Uma sequência de abertura utiliza câmeras dentro do próprio jogo e textos na tela, em vez de depender exclusivamente de um vídeo pré-renderizado.

O sistema de missões também está em desenvolvimento. Ele consegue apresentar objetivos, indicar pontos no mapa, exibir instruções e conectar tarefas em sequência. Embora o criador tenha testado o trecho inicial da história do começo ao fim, ainda são necessários mais testes para avaliar o funcionamento geral.

Estudantes com IA podem conversar com o jogador

A funcionalidade mais curiosa do projeto é o sistema de conversas com inteligência artificial. O jogador pode se aproximar de um estudante e pressionar a tecla T para iniciar um diálogo. Cada personagem possui características e uma personalidade própria, com o objetivo de tornar as respostas mais coerentes com seu perfil.

Também é possível manter a tecla Tab pressionada para falar usando o microfone. A fala é convertida em texto localmente, e o sistema pode responder com voz sintetizada. Outra característica é a memória de conversas anteriores, permitindo que um estudante considere interações passadas ao responder novamente.

Esses recursos, entretanto, dependem de serviços externos e de chaves de API configuradas pelo usuário. O projeto permite alterar as ferramentas utilizadas, mas a experiência completa não funciona automaticamente sem a configuração necessária.

A proposta amplia as possibilidades de interação com personagens secundários, embora ainda não represente um sistema de diálogos tão elaborado quanto o de um jogo comercial finalizado.

Combates e limitações da demonstração

O combate é outra mecânica disponível. Jimmy pode enfrentar estudantes pelo campus, utilizando golpes em sequência, bloqueios, agarrões e ataques capazes de derrubar ou nocautear os adversários.

Os personagens também reagem às agressões, interrompendo suas atividades para revidar. Algumas brigas podem atrair outros estudantes, que se aproximam para observar o confronto.

Apesar disso, as lutas continuam em desenvolvimento. Animações precisam de ajustes, e o comportamento dos personagens ainda exige refinamento. Bugs e falhas visuais também fazem parte da experiência atual.

Por isso, a demonstração deve ser encarada como uma prova de conceito. Ela mostra o que já foi implementado, mas não oferece a mesma estabilidade ou o conteúdo de um remake completo.

Como testar o projeto no PC?

Para experimentar o Bully Remake, é necessário ter uma cópia legal de Bully: Scholarship Edition para PC, a Unreal Engine 5.8, Python e ferramentas de compilação C++.

O procedimento envolve baixar o código-fonte, configurar o ambiente e executar ferramentas que importam dados da instalação original para gerar os arquivos utilizados pelo projeto. Depois, é preciso compilar e abrir o projeto na Unreal Engine para carregar o cenário de Bullworth.

Há uma limitação importante para quem utiliza Windows: as instruções de configuração disponíveis foram desenvolvidas principalmente para macOS, e o criador testou o processo em computadores com Apple Silicon, utilizando uma instalação do jogo por meio do CrossOver. Outros sistemas podem exigir adaptações.

O repositório não distribui os arquivos originais de Bully. Os recursos necessários são extraídos localmente da cópia do próprio usuário. Portanto, não existe um instalador convencional que permita simplesmente baixar e iniciar o remake.

O remake completo já tem data de lançamento?

Não. O desenvolvedor não estabeleceu uma data para concluir o projeto, e não há garantia de que toda a campanha de Bully: Scholarship Edition será recriada.

A versão atual concentra-se na exploração da escola, no início da história, nos combates e nas conversas experimentais com inteligência artificial. A continuidade do desenvolvimento dependerá de novos avanços técnicos e do trabalho necessário para ampliar o conteúdo disponível.

Também é importante destacar que o projeto é independente e não representa um anúncio oficial da Rockstar Games.

Conclusão

O Bully Remake é uma iniciativa interessante para quem acompanha projetos de preservação, modificações e recriações de jogos clássicos. A combinação entre Unreal Engine 5.8, combate em terceira pessoa e diálogos com inteligência artificial demonstra diferentes possibilidades para reinterpretar o jogo original.

Por enquanto, porém, as limitações técnicas e a instalação complexa restringem o público que conseguirá experimentar a demonstração. Para os fãs que esperam uma versão moderna de Bully, o projeto merece atenção, mas ainda está longe de substituir uma experiência completa ou representar o retorno oficial da franquia.

Fontes

O que achou da notícia?

0 reações

💬 Fórum da Comunidade 0

Já tenho conta

Criar nova conta (Rápido)

Ninguém comentou ainda.