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Zelda: Ocarina of Time teve sua essência preservada desde o início do remake, revela Eiji Aonuma

Os produtores de The Legend of Zelda: Ocarina of Time explicaram como a equipe responsável pelo remake recebeu liberdade para modernizar o clássico sem perder suas características originais. Eiji Aonuma também revelou que uma ideia de adicionar pontos de teletransporte acabou sendo descartada para preservar a exploração de Hyrule.

Por Sebastian Castellanos | 02 nov de 2026 às 12:42 | ⏱️ 5 min de leitura

O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, que chegará ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026, teve seu desenvolvimento marcado por uma preocupação importante: modernizar o clássico sem comprometer aquilo que tornou o jogo original tão especial.

Em uma nova entrevista publicada pela Nintendo na série Pergunte ao Desenvolvedor, Eiji Aonuma, produtor da franquia, e Hidemaro Fujibayashi, que também atua como produtor do projeto, compartilharam detalhes sobre as decisões tomadas durante a produção.

Um dos pontos mais interessantes da conversa foi a liberdade concedida à nova equipe de desenvolvimento. Em vez de estabelecer regras rígidas sobre como o remake deveria funcionar, Aonuma preferiu permitir que os desenvolvedores interpretassem o clássico e decidissem quais mudanças seriam necessárias.

A equipe recebeu liberdade para modernizar o clássico

Segundo Eiji Aonuma, impor muitas regras poderia fazer com que os desenvolvedores simplesmente seguissem as orientações dos produtores, sem explorar suas próprias ideias. Por esse motivo, ele decidiu dar liberdade ao time para realizar as alterações que considerasse necessárias.

A intenção era permitir que a nova equipe deixasse sua própria identidade no remake, respeitando a importância histórica de Ocarina of Time.

Hidemaro Fujibayashi, por sua vez, explicou que uma das primeiras orientações foi estabelecer claramente quais elementos deveriam ser modificados e quais precisavam permanecer fiéis ao original.

Essa decisão era especialmente importante porque o remake precisava adaptar um jogo lançado originalmente em 1998 para uma plataforma moderna, com controles, funcionalidades e possibilidades técnicas diferentes.

A preocupação não estava apenas nos gráficos. A equipe também precisava avaliar como preservar as sensações proporcionadas pela experiência original, especialmente durante a exploração, os combates e a resolução de enigmas.

Pontos de teletransporte chegaram a ser considerados

Um dos detalhes mais curiosos revelados por Aonuma envolve uma funcionalidade que chegou a ser implementada durante o desenvolvimento, mas acabou removida.

O produtor percebeu que a movimentação pelo Campo de Hyrule poderia ser mais rápida. No jogo original de Nintendo 64, muitos jogadores utilizavam cambalhotas consecutivas para atravessar grandes distâncias.

Inspirado pelos pontos de viagem rápida presentes em Breath of the Wild, Aonuma sugeriu adicionar pontos de teletransporte ao remake, permitindo que os jogadores chegassem mais rapidamente a determinadas regiões.

Entretanto, quando experimentou a versão que apresentava essa funcionalidade, percebeu que algo importante estava sendo perdido.

Os momentos de descoberta, quando o jogador encontra algo inesperado durante uma caminhada e decide investigar, fazem parte da identidade de Ocarina of Time.

A possibilidade de simplesmente se teletransportar poderia diminuir a importância dessas situações.

Por isso, Aonuma decidiu retirar os pontos de viagem rápida. A experiência mostrou que nem toda melhoria presente nos jogos mais recentes da franquia necessariamente funciona em um remake de um título clássico.

A exploração continua sendo uma das prioridades

A entrevista também destacou a importância de Ocarina of Time para a evolução da franquia.

Fujibayashi explicou que a exploração e a descoberta sempre estiveram entre os principais pilares de The Legend of Zelda. Desde os primeiros jogos, a proposta envolve encontrar algo interessante no horizonte, investigar o ambiente e descobrir novas possibilidades.

Ocarina of Time foi especialmente importante nesse processo por transportar essa estrutura para um mundo tridimensional.

Outro exemplo mencionado pelos desenvolvedores foi o sistema Z-targeting, responsável por permitir que os jogadores travassem a mira nos inimigos e facilitassem os combates em ambientes 3D.

A mecânica, introduzida no clássico de Nintendo 64, influenciou diversos jogos posteriores da franquia e continua sendo uma referência importante para o combate em três dimensões.

Quando The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado?

The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2, conforme informado na entrevista oficial da Nintendo.

O projeto representa uma oportunidade para uma nova geração conhecer um dos jogos mais importantes da história da Nintendo, enquanto jogadores antigos poderão revisitar a aventura de Link em uma apresentação modernizada.

A entrevista também terá novas partes publicadas pela Nintendo, aprofundando outros aspectos do desenvolvimento.

Conclusão

A decisão de preservar a essência de Ocarina of Time mostra que a equipe não pretende simplesmente atualizar os gráficos e adicionar funcionalidades modernas ao clássico.

O episódio dos pontos de teletransporte é um bom exemplo: mesmo quando uma mudança parecia melhorar a experiência, ela foi descartada ao perceberem que prejudicava uma característica fundamental do jogo.

Agora, resta descobrir como essas decisões foram aplicadas na versão final. A expectativa é que o remake consiga equilibrar modernização e fidelidade, mantendo justamente os elementos que fizeram Ocarina of Time se tornar um dos títulos mais importantes da franquia.

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