PS5: nova tecnologia QSSR pode não funcionar em jogos com SDKs antigos
A nova tecnologia de upscaling por inteligência artificial do PS5, chamada QSSR, pode enfrentar limitações de compatibilidade com jogos desenvolvidos usando versões antigas dos kits de desenvolvimento da Sony. Caso isso se confirme, alguns títulos talvez precisem de atualizações por parte dos estúdios para aproveitar a melhoria gráfica.

A tecnologia faz parte dos avanços ligados ao Project Amethyst, iniciativa desenvolvida em parceria entre a Sony e a AMD para aprimorar os recursos gráficos do PlayStation. Embora a QSSR prometa imagens mais nítidas e melhor desempenho, sua adoção em jogos já lançados pode não ser tão simples quanto uma atualização geral do console.
QSSR pode exigir versões mais recentes dos SDKs
O assunto foi discutido em um vídeo recente do canal Digital Foundry, durante uma sessão de perguntas e respostas sobre a nova tecnologia e sua possível utilização em jogos de outras desenvolvedoras.
Entre os títulos mencionados na discussão estão Final Fantasy VII Rebirth, Control Resonant, 007 First Light, Crimson Desert e Alan Wake 2. Jogos desse tipo poderiam se beneficiar da tecnologia, dependendo de sua implementação e compatibilidade técnica.
O ponto central é a relação entre a QSSR e os SDKs (Software Development Kits), os conjuntos de ferramentas utilizados pelos estúdios para desenvolver e atualizar jogos para o PlayStation 5.
Se a tecnologia funcionar apenas com versões mais recentes desses kits, alguns desenvolvedores poderão precisar adaptar seus jogos para habilitar o recurso. Isso pode representar um obstáculo principalmente para títulos mais antigos, cujas equipes talvez já tenham encerrado o desenvolvimento principal ou não planejem realizar grandes atualizações.
Vale destacar que a discussão aponta para uma possível limitação técnica, e não para uma confirmação de que todos os jogos antigos ficarão sem suporte.
Por que o PSSR pode ter uma vantagem nesse cenário?
Durante a discussão, Richard Leadbetter, da Digital Foundry, destacou uma diferença importante em relação ao PSSR, tecnologia de reconstrução de imagem utilizada no PS5 Pro.
Segundo ele, o PSSR recebeu provisões que permitiam sua implementação em jogos desenvolvidos com versões mais antigas dos SDKs. Isso facilitava a inclusão do recurso em títulos que já estavam no mercado, sem exigir necessariamente uma migração para ferramentas mais recentes.
A situação da QSSR pode ser diferente. De acordo com a análise, a tecnologia não contaria com a mesma biblioteca centralizada que permitia ao PSSR oferecer esse tipo de compatibilidade. Sem uma estrutura equivalente, não seria possível simplesmente disponibilizar a opção em nível de sistema para todos os jogos compatíveis.
Isso significa que a implementação pode depender mais diretamente das decisões e do trabalho de cada desenvolvedora. Em vez de receber a tecnologia automaticamente, um jogo precisaria contar com suporte adequado em sua própria versão.
É importante ressaltar que essa possibilidade foi levantada durante a discussão técnica da Digital Foundry. Até o momento, não há confirmação de que todos os jogos que utilizam SDKs antigos serão incompatíveis com a QSSR.
Quais jogos podem ser afetados?
Entre os jogos citados na conversa estão Final Fantasy VII Rebirth, Control Resonant, 007 First Light, Crimson Desert e Alan Wake 2. Eles foram mencionados no contexto dos títulos que poderiam aproveitar a tecnologia, mas isso não significa que tenham recebido confirmação de suporte ou que necessariamente enfrentarão problemas de compatibilidade.
O impacto real dependerá de como a QSSR será disponibilizada nos kits de desenvolvimento e de quais adaptações serão necessárias em cada projeto.
Jogos que ainda recebem atualizações regulares podem ter mais chances de ganhar suporte, caso seus estúdios decidam investir nisso. Já títulos mais antigos, que não recebem atualizações há bastante tempo, podem depender de decisões específicas de suas desenvolvedoras.
Mesmo quando uma atualização parece simples do ponto de vista do jogador, adaptar um jogo a novas ferramentas de desenvolvimento pode exigir ajustes, testes e verificações para evitar problemas de estabilidade ou desempenho. Para alguns estúdios, o custo desse trabalho pode não compensar, especialmente em jogos que já concluíram seu ciclo comercial principal.
O que isso significa para os jogadores de PS5?
A chegada da QSSR representa uma nova possibilidade para melhorar a qualidade de imagem no PS5 convencional. A tecnologia foi apresentada pela Sony como uma evolução voltada a oferecer reconstrução de imagem com inteligência artificial, buscando mais detalhes e estabilidade visual sem exigir o mesmo nível de processamento do PSSR no PS5 Pro.
Entretanto, a disponibilidade do recurso em jogos já lançados pode depender de fatores técnicos que vão além do hardware do console. Se a compatibilidade com versões antigas dos SDKs for limitada, a adoção da QSSR poderá ocorrer de maneira gradual, jogo a jogo, conforme os desenvolvedores implementem o suporte.
Por enquanto, a principal questão não é se a tecnologia funciona no PS5, mas quão fácil será levá-la ao catálogo de jogos que já existe. Novas informações da Sony ou esclarecimentos adicionais da Digital Foundry poderão ajudar a determinar o alcance dessa possível limitação.
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