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Metroid Dread ganha versão nativa para PC sem emulador, com até 240 FPS, ultrawide e suporte a mods

Metroid Dread, um dos grandes exclusivos do Nintendo Switch, acaba de receber um port não oficial para PC. Desenvolvido por fãs, o projeto Metroid Dread Recomp utiliza recompilação de código para executar o jogo no Windows sem emuladores tradicionais, oferecendo suporte a até 240 FPS, monitores ultrawide, Vulkan, mira com mouse e instalação de mods.

Por Redfield | 23 out de 2026 às 16:48 | ⏱️ 12 min de leitura

Lançado originalmente em 2021 para Nintendo Switch, Metroid Dread ganhou uma nova maneira de ser executado em computadores graças ao trabalho da comunidade.

O projeto, chamado Metroid Dread Recomp, foi disponibilizado pelo desenvolvedor identificado como yozander2009-stack no GitHub, com uma versão preliminar publicada em 22 de outubro de 2026 e a atualização 0.2.0 lançada no dia seguinte.

A proposta é converter o código original do jogo para um formato executável diretamente no PC, dispensando a necessidade de manter um emulador de Nintendo Switch funcionando durante as partidas.

Além dessa mudança técnica, o port adiciona recursos especialmente interessantes para jogadores de computador, incluindo configurações gráficas ajustáveis, diferentes opções de controles, gerenciamento de modificações e compatibilidade com monitores de alta taxa de atualização.

O resultado é uma iniciativa promissora, embora ainda experimental. O próprio desenvolvedor alerta que as versões atuais podem apresentar travamentos e problemas de compatibilidade. A versão 1.0.0 é apontada como o primeiro lançamento completo planejado.

Metroid Dread agora pode ser executado no PC sem emulação tradicional

O principal diferencial do projeto está na utilização de recompilação estática, uma tecnologia que permite adaptar o código originalmente criado para determinado processador e sistema operacional.

Metroid Dread utiliza instruções ARM64 no Nintendo Switch. O projeto emprega a ferramenta SwitchRecomp, desenvolvida pela MZ Labs, para traduzir essas instruções em código C, que posteriormente é compilado para execução no computador.

Ao mesmo tempo, uma camada de compatibilidade substitui funções originalmente fornecidas pelo sistema do console, incluindo componentes relacionados a áudio, gráficos, entrada de comandos e gerenciamento de serviços.

Diferentemente da emulação convencional, que reproduz o ambiente necessário para executar o software do console, essa abordagem produz código nativo para a plataforma de destino.

Isso não significa que o jogo tenha sido reprogramado inteiramente do zero. Grande parte de sua lógica original é preservada por meio do processo de tradução e recompilação.

O projeto também não distribui arquivos comerciais pertencentes à Nintendo. Para utilizá-lo, é necessário fornecer os dados de uma cópia própria e compatível de Metroid Dread.

A recompilação acontece no computador do jogador durante a configuração inicial, utilizando ferramentas incluídas no pacote de instalação.

Suporte a até 240 FPS e monitores ultrawide é um dos destaques

Entre as melhorias mais atraentes do Metroid Dread Recomp está a possibilidade de modificar o limite de quadros por segundo.

O port permite configurar valores entre 60 e 240 FPS, possibilitando aproveitar monitores com altas taxas de atualização.

O jogo original de Nintendo Switch foi desenvolvido tendo 60 FPS como referência durante a jogabilidade. Com a recompilação, os usuários podem experimentar limites superiores, dependendo das capacidades do computador.

É importante destacar que 240 FPS representa o limite máximo configurável, e não uma garantia de desempenho constante.

A taxa efetivamente alcançada varia conforme o processador, a placa de vídeo, a resolução utilizada e a complexidade dos cenários.

O projeto também oferece suporte às proporções 16:10 e 21:9, permitindo aproveitar melhor monitores ultrawide sem simplesmente esticar a imagem original.

Outras melhorias incluem filtragem anisotrópica, opções de antialiasing e preparação antecipada de shaders para reduzir possíveis interrupções durante a renderização.

As configurações podem ser modificadas durante as partidas por meio de um menu acessível com a tecla F1 ou pelo botão Home/Guide de controles compatíveis.

OpenGL e Vulkan oferecem diferentes opções de renderização

O Metroid Dread Recomp disponibiliza dois sistemas gráficos para executar o jogo no PC.

O primeiro utiliza OpenGL e é atualmente a opção recomendada pelo desenvolvedor, principalmente por apresentar uma implementação mais consolidada dentro do projeto.

O segundo utiliza uma solução nativa baseada em Vulkan, derivada do renderizador ScarletNX.

Apesar de representar uma alternativa interessante, o suporte a Vulkan ainda é considerado experimental, e os responsáveis não garantem que ele apresente melhor desempenho ou estabilidade em todos os computadores.

A possibilidade de escolher entre diferentes renderizadores também pode ajudar na identificação e correção de problemas relacionados a determinados modelos de placas de vídeo.

Outra melhoria envolve as cenas cinematográficas e telas de carregamento, que receberam ajustes para apresentação em até 60 FPS.

A versão 0.2.0 também corrigiu irregularidades no tempo de exibição dos quadros em algumas cenas originalmente limitadas a 30 FPS, especialmente perceptíveis em monitores com altas taxas de atualização.

Problemas gráficos relacionados a determinados efeitos de iluminação também foram corrigidos, assim como uma falha na reprodução da reverberação do áudio.

Mira com mouse e suporte a controles modernos

Uma das novidades mais interessantes da atualização 0.2.0 é a implementação de mira livre utilizando o mouse.

A funcionalidade permite direcionar os disparos de Samus com o movimento do mouse enquanto o comando de mira estiver pressionado.

A novidade pode tornar o combate mais familiar para jogadores acostumados com controles de computador, especialmente durante confrontos que exigem precisão.

O projeto também oferece compatibilidade com diferentes controles, incluindo modelos de Xbox, Nintendo Switch Pro Controller, Joy-Con, DualShock 4, DualSense e 8BitDo.

Outro detalhe interessante é a possibilidade de apresentar ícones de botões correspondentes ao controle utilizado.

Os pacotes de ícones são modificações produzidas pela comunidade, que podem ser obtidas por meio do GameBanana diretamente pela interface do projeto.

A atualização também introduziu uma opção para adicionar Metroid Dread à biblioteca da Steam como jogo externo, com ícone personalizado.

Isso não significa que o título esteja sendo vendido oficialmente na plataforma da Valve. A função apenas cria um atalho para iniciar o programa pela biblioteca do usuário.

Port permite utilizar mods, texturas personalizadas e backups de saves

Além das melhorias de desempenho, o Metroid Dread Recomp foi estruturado para facilitar a utilização de modificações criadas pela comunidade.

O programa inclui uma interface dedicada ao gerenciamento de mods e pacotes de texturas, dispensando parte dos procedimentos manuais normalmente associados a esse tipo de modificação.

Também existe uma ferramenta para realizar cópias de segurança dos arquivos de progresso.

Esse recurso pode ser especialmente útil durante o desenvolvimento do port, já que versões experimentais podem apresentar falhas inesperadas.

A disponibilidade de suporte a mods não significa que todas as modificações existentes para a versão de Nintendo Switch sejam automaticamente compatíveis. Algumas podem exigir adaptações específicas.

Ainda assim, a estrutura oferece oportunidades interessantes para personalização visual e futuras melhorias desenvolvidas pela comunidade.

Requisitos para executar Metroid Dread no PC

Segundo as informações publicadas no GitHub, o projeto não exige necessariamente uma placa de vídeo de última geração para funcionar.

O desenvolvedor relata que uma GPU integrada Intel Iris Xe consegue manter aproximadamente 60 FPS durante boa parte do jogo na escala de resolução original.

Essa informação deve ser considerada um resultado informado pelo responsável pelo projeto, e não um benchmark independente realizado pelo SoulsGamer.

Componente

Requisito informado

Sistema operacional

Windows 10 ou 11, 64 bits

Memória RAM

8 GB recomendados

Placa de vídeo

Compatível com OpenGL 4.3

Armazenamento

Aproximadamente 7 GB para a compilação inicial

Arquivos do jogo

Metroid Dread versão 2.1.0

Renderização

OpenGL ou Vulkan experimental

O responsável informa que computadores com 4 GB de RAM também podem executar o projeto, mas podem apresentar pausas prolongadas durante carregamentos.

No uso de memória, foram registrados aproximadamente 2,7 GB destinados ao jogo e mais 1 GB utilizado pelo ambiente de execução e componentes gráficos.

Embora o lançamento pré-compilado tenha como foco o Windows, o repositório também contém scripts para criar versões destinadas ao Linux e ao Steam Deck.

Como baixar e instalar Metroid Dread Recomp

O projeto é gratuito e possui seu código-fonte disponibilizado publicamente no GitHub.

Para realizar a instalação, é necessário possuir uma cópia própria de Metroid Dread, atualizada para a versão 2.1.0, com seus arquivos extraídos em uma estrutura compatível.

O programa espera encontrar os diretórios exefs, que contém o código executável original, e romfs, responsável pelos dados do jogo.

Depois de baixar e descompactar o pacote do projeto, o usuário deve iniciar o programa Metroid Dread.exe e selecionar a pasta que contém os arquivos necessários.

O sistema verifica os dados e realiza a recompilação utilizando o compilador GCC incluído no pacote.

Após essa etapa, a interface apresenta as opções para iniciar o jogo, selecionar o sistema gráfico, configurar controles e gerenciar modificações.

O projeto não inclui jogos, chaves criptográficas, firmware ou ferramentas para extrair os arquivos do Nintendo Switch. Também não possui qualquer vínculo oficial com a Nintendo ou a MercurySteam.

O desenvolvedor recomenda consultar a documentação em caso de erros e fornecer os arquivos de diagnóstico ao relatar problemas.

Projeto ainda está em desenvolvimento e pode apresentar problemas

Apesar da quantidade de funcionalidades disponíveis, o Metroid Dread Recomp ainda não deve ser considerado um port finalizado.

No repositório oficial, o próprio criador esclarece que as versões 0.x representam prévias públicas, disponibilizadas antes do lançamento 1.0.0 planejado.

Problemas de configuração, travamentos e falhas específicas de hardware ainda podem acontecer.

Relatos iniciais da comunidade também mencionam dificuldades durante a instalação e problemas ao localizar arquivos necessários para a recompilação.

Por enquanto, não há comprovação independente suficiente para assegurar que toda a campanha pode ser concluída sem erros em diferentes configurações de PC.

Também não foram realizados testes práticos pelo SoulsGamer. Portanto, as informações de desempenho apresentadas nesta matéria se baseiam na documentação oficial do projeto.

O que isso significa para o futuro dos jogos da Nintendo no PC?

O lançamento do Metroid Dread Recomp representa mais um exemplo de como as ferramentas de recompilação estão sendo utilizadas por comunidades de desenvolvimento para adaptar jogos originalmente exclusivos de consoles.

A abordagem é particularmente interessante porque permite preservar a lógica original de um jogo enquanto adiciona funcionalidades específicas para computadores modernos.

No caso de Metroid Dread, os principais atrativos são a possibilidade de utilizar taxas de quadros elevadas, monitores ultrawide, controles personalizados e modificações produzidas por fãs.

O projeto também demonstra que adaptações desse tipo podem surgir mesmo sem o lançamento de versões oficiais para PC.

Entretanto, isso não representa uma mudança de estratégia comercial da Nintendo. A companhia não anunciou Metroid Dread para Windows e não participa do desenvolvimento desse port.

Conclusão

Metroid Dread Recomp surge como uma iniciativa tecnicamente interessante para quem deseja experimentar a aventura de Samus Aran em computadores.

A possibilidade de executar o jogo sem emuladores tradicionais, combinada com suporte a até 240 FPS, monitores ultrawide, Vulkan e mira com mouse, torna o projeto especialmente atraente para entusiastas de tecnologia e fãs da franquia.

A estrutura para instalação de mods e gerenciamento de arquivos de salvamento também pode incentivar novos trabalhos da comunidade.

Entretanto, o estágio experimental exige cautela. O desempenho real depende do hardware, e ainda existem questões de estabilidade e compatibilidade que precisam ser resolvidas.

Mesmo com essas limitações, o lançamento representa mais um avanço relevante no desenvolvimento de ports não oficiais baseados em recompilação.

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Postado por Redfield
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