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GTA 6 ganha experimento com DLSS 5 e geração de quadros a 90 FPS, mas versão de PC continua sem data

Um experimento independente aplicou NVIDIA DLSS 5 e Multi Frame Generation ao trailer de GTA 6, transformando uma gravação de 30 FPS em uma demonstração visual de 90 FPS. O resultado mostra o potencial das tecnologias da NVIDIA para o futuro da versão de PC, mas também revela limitações importantes, como rastros visuais e rostos artificialmente modificados.

Por Sebastian Castellanos | 04 nov de 2026 às 14:52 | ⏱️ 7 min de leitura

A expectativa pela chegada de Grand Theft Auto VI ao PC ganhou um novo motivo para discussão. Um usuário da comunidade de GTA 6 publicou um experimento que combina tecnologias de renderização neural da NVIDIA com geração de quadros para modificar o visual do trailer oficial do jogo.

A demonstração utiliza o DLSS 5 e o recurso Multi Frame Generation para transformar uma gravação originalmente apresentada a 30 FPS em uma experiência visual de 90 FPS. Embora não represente o desempenho real do jogo, o resultado oferece uma ideia de como GTA 6 poderia se beneficiar de tecnologias avançadas de processamento gráfico no computador.

O detalhe mais importante é que o procedimento não executa GTA 6 nativamente no PC. Ele processa uma captura de vídeo proveniente de outra plataforma, utilizando ferramentas externas e uma placa de vídeo GeForce RTX 4080.

Como funciona o experimento com DLSS 5?

O responsável pela demonstração, identificado como RevolutionaryBus8208 no Reddit, explicou que utilizou o Veyra 2.1.1, uma ferramenta capaz de receber diferentes fontes de vídeo e aplicar processamento gráfico em tempo real.

O programa permite trabalhar com arquivos de vídeo, placas de captura e transmissões por Remote Play. Nesse processo, são aplicados recursos de renderização neural, aumento de resolução e geração de quadros adicionais.

Para conseguir utilizar o Multi Frame Generation em sua RTX 4080, o usuário também integrou o MFG Unlock ao processo. A combinação permitiu experimentar geração de três e quatro quadros adicionais, utilizando uma placa da série RTX 40.

O objetivo foi observar como uma gravação originalmente limitada a 30 FPS poderia ganhar fluidez visual por meio dessas tecnologias.

É importante destacar que os 90 FPS apresentados não representam a taxa de quadros nativa de GTA 6. Trata-se de um resultado produzido pelo processamento de uma gravação, e não de um teste de desempenho do jogo rodando diretamente no computador.

Resultado visual impressiona, mas apresenta limitações

Um dos aspectos mais interessantes da demonstração está na transformação dos cenários. Como GTA 6 aposta em uma apresentação visual realista, a renderização neural consegue produzir resultados particularmente interessantes em elementos como iluminação, paisagens, construções e ambientes urbanos.

Entretanto, o processamento também apresenta problemas. Como o DLSS 5 está trabalhando com um vídeo convencional, ele não possui todas as informações tridimensionais disponíveis durante a execução nativa de um jogo.

Isso interfere principalmente nos personagens. Os rostos aparecem excessivamente filtrados, com alterações visuais que podem comprometer a aparência original dos modelos.

Outro problema aparece na geração de quadros. A conversão de 30 para 90 FPS produz rastros visuais, conhecidos como ghosting, especialmente em movimentos rápidos.

Esse comportamento está relacionado às limitações da fonte original. A geração de quadros precisa estimar informações intermediárias a partir de imagens existentes, o que pode provocar inconsistências quando há movimentação intensa.

Portanto, embora a demonstração seja interessante, não é correto interpretar os 90 FPS como uma experiência equivalente a um jogo renderizado nativamente nessa velocidade.

Como seria possível utilizar essa tecnologia em GTA 6?

A configuração apresentada pelo usuário utiliza um caminho diferente de uma instalação convencional de PC.

O sistema funciona aproximadamente desta maneira:

GTA 6 é executado no PlayStation 5.

A imagem é transmitida por Remote Play ou capturada por uma placa compatível com 4K HDR.

O sinal é enviado ao computador equipado com uma RTX 4080.

O Veyra aplica renderização neural e geração de quadros.

A imagem processada é exibida em uma televisão ou monitor compatível com 4K e 144 Hz.

Essa solução pode permitir experimentar tecnologias gráficas avançadas antes de uma eventual versão nativa para computadores.

Entretanto, existe uma desvantagem importante: a latência.

Como a imagem precisa passar por diferentes etapas de captura, processamento e transmissão, pode ocorrer um atraso entre os comandos enviados pelo jogador e aquilo que aparece na tela. Isso é particularmente relevante em perseguições, tiroteios e outras situações que exigem respostas rápidas.

Além disso, o resultado depende da qualidade da captura, da conexão utilizada e da capacidade de processamento do computador.

GTA 6 ainda não tem data para PC

Apesar do interesse em experimentar essas tecnologias, a versão de computador de GTA 6 continua sem uma data oficial de lançamento anunciada.

A Rockstar Games mantém o lançamento previsto para 19 de novembro de 2026, inicialmente para PlayStation 5 e Xbox Series X|S. O PC não aparece entre as plataformas confirmadas para essa estreia.

Isso significa que jogadores interessados em aproveitar o título com recursos gráficos específicos do computador ainda precisarão aguardar informações oficiais sobre uma possível versão para a plataforma.

Uma futura edição de PC poderá oferecer mais possibilidades de configuração, incluindo resoluções superiores, taxas de atualização elevadas e tecnologias de reconstrução de imagem, dependendo dos recursos implementados pela Rockstar e pelo hardware disponível.

O que o experimento representa para os jogadores?

A demonstração evidencia como ferramentas de processamento por inteligência artificial podem modificar a apresentação visual de jogos mesmo quando não existe uma versão nativa para determinada plataforma.

No caso de GTA 6, o resultado chama atenção principalmente pela qualidade dos cenários, mas também deixa claro que existem diferenças importantes entre aplicar processamento neural a um vídeo e utilizar a tecnologia diretamente durante a execução de um jogo.

Para quem possui uma RTX 4080 ou outra placa compatível, o experimento é uma demonstração interessante das possibilidades de processamento gráfico. Entretanto, a presença de ghosting, possíveis atrasos nos comandos e alterações nos rostos dos personagens impede que a experiência seja considerada uma alternativa equivalente a uma versão nativa de PC.

Conclusão

O experimento com NVIDIA DLSS 5 e Multi Frame Generation oferece uma prévia interessante do potencial das tecnologias de renderização neural em GTA 6. A transformação dos cenários e a possibilidade de alcançar uma apresentação de 90 FPS demonstram o quanto o processamento de imagem pode evoluir.

Por outro lado, os resultados também mostram que aumentar a fluidez de uma gravação não significa necessariamente melhorar a experiência de jogo. A qualidade da imagem, a latência e a precisão dos movimentos continuam sendo fatores fundamentais.

Enquanto a Rockstar não anuncia a versão para PC, demonstrações como essa ajudam a alimentar as expectativas sobre o potencial gráfico que GTA 6 poderá alcançar nos computadores.

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Postado por Sebastian Castellanos
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